sábado, 21 de outubro de 2017

PIRÂMIDES DO MUNDO


Quando se fala em Pirâmides, todos já pensam no Egito, não é errado claro, mas eles não são os únicos a construírem Pirâmides há muitas delas em diferentes estilos, tamanhos e funções, encontram-se Pirâmides no Oriente Médio, África, Ásia, América, Europa e no Pacífico Sul. 
Os Egípcios nem foram os primeiros construtores das Pirâmides, obviamente que o legado dos Egípcios é enorme para a humanidade, mas o povo dos Faraós devem muito aos Sumerianos, pois foram eles quem inspiraram os Egípcios a construirem as Pirâmides.  

Suméria
Os negros Sumerianos foram os primeiros construtores da humanidade, foram eles quem inventaram os tijolos e com estes começaram construir suas casas, templos e prédios públicos, etc. 
Com o tempo, o povo Sumeriano ou Úĝ Saĝ Gíg Ga (seu nome original que quer dizer Povo da Cabeça Preta), construiram Torres Templos ou Ziguratis, e foram estes Ziguratis que serviram de inspiração para os Egípcios construírem as Pirâmides, os Ziguratis eram Templos que serviam para adoração do panteão religioso do povo Úĝ Saĝ Gíg Ga ou Sumeriano. 
Os zigurates eram construções maciças feitas de tijolos, com a base quadrada, retangular ou oval sobre a qual erguiam-se plataformas, cada uma delas com área menor do que a plataforma inferior. Isso dava, ao zigurate, a aparência de uma pirâmide com degraus. Monumentais escadas davam acesso ao topo onde ficava o santuário da divindade.
A Torre de Babel por exemplo era um Zigurati que os negros de Úĝ Saĝ Gíg Ga ou Suméria construíram, isso a mais de 3 Mil anos a.C. isso quer dizer que tem mais de 400 anos antes da primeira Pirâmide do Kemet ou Egito ser feita.  
Zigurate de Tepe Sialk Kashan - Irã 3000 a.C.





Kemet ou Egito 
O povo do Egito também era negro, pois eles chamavam a si mesmos como Kemet, os Gregos que chamavam o povo do Kemet de Egito, no grego antigo a palavra era Aígyptos e os Romanos falavam Aegyptus e os Portugueses dizem Egito. A forma grega, por sua vez, advém do egípcio Ha-K-Phtah, Morada de Ptah, denominação de Mênfis, capital do Antigo Império.
O primeiro Rei a fazer pirâmide no Kemet foi o Rei Djoser, na cidade de Mênfis a 2650 a.C.
Até então, os túmulos dos faraós eram as mastabas. Feitas de tijolos, elas formavam um maciço retangular de paredes inclinadas. 
Mastabas


Pirâmide de Degraus
O faraó Djoser ou Neterket 2630-2611 a.C. encomendou a Imnhotep uma construção monumental: seis mastabas, colocadas uma sobre a outra, de dimensões gradualmente menores. Foram feitos cinco projetos diferentes. O resultado final foi uma pirâmide truncada, em plataformas, conhecida como Pirâmide de Degraus. A Pirâmide dos Degraus, em Sacara, é a primeira pirâmide do Egito. 
Pirâmide de  Djoser 2650 a.C.


A forma piramidal representava os raios descendentes do Sol e a maioria das pirâmides eram revestidas por pedra calcária branca, polida e altamente reflexivo, o que dava a essas estruturas uma aparência brilhante quando vistas à distância.

Pirâmide de Sekhemkhet

Rei Sekhemkhet. foi filho ou irmão mais velho do Rei Djoser, a que tudo indica, o arquiteto Imhotep foi também o construtor da sua Pirâmide, dado que consta seu nome em uma inscrição na base. Foi sucedido pelo Rei Khaba.
Khaba por sua vez foi sucedido pelo Rei Huni.
Tudo que restou da Pirâmide de Sekhemkhet 




Pirâmide de Snefru 

Reinou entre 2630 a.C. e 2609 a.C. ou 2613 e 2589, era filho do rei Huni. Durante o seu reinado surgiu pela primeira vez a pirâmide lisa no Egito, a sua Pirâmide começou a apresentar rachaduras o que obrigou seu arquiteto a reforçar as paredes. O resultado final foi uma pirâmide com um estranho formato arredondado, o que a tornou conhecida como pirâmide romboidal. É uma das pirâmides mais bem conservadas no Egito, provavelmente devido ao modo como as pedras foram colocadas.


Pirâmide de Sneferu 2600 a.C.
Mais conhecida como Pirâmide Curvada


Insatisfeito com a pirâmide curvada, o faraó Snefru mandou erguer outra pirâmide um quilômetro ao norte. Chamada de Pirâmide Vermelha pela cor avermelhada do granito, ela levou dezessete anos para ser construída. Acredita-se que quando foi terminada, era a maior estrutura criada pelo ser humano no mundo. Foi, também, a primeira pirâmide “verdadeira” com lados lisos do mundo (o revestimento exterior em calcário polido praticamente desapareceu, restando uns poucos na base da pirâmide). Ela foi construída com o ângulo raso de 43 graus, o que lhe dá uma aparência visivelmente mais baixa do que a das outras pirâmides egípcias de escala comparável.
Pirâmide Vermelha 2600 a.C.



Pirâmide de Quéops ou Khu Fu
É a mais antiga e a maior das três pirâmides na Necrópole de Gizé, na fronteira de Gizé, no Egito, é a mais antiga das Sete Maravilhas do Mundo Antigo e a única a permanecer até hoje, foi construída em 2560 a.C. 

Quéops era filho do faraó Snefru e, ao contrário de seu pai, foi lembrado como sendo cruel e sem piedade.
Pirâmide de Khu Fu


Pirâmide de Quefrén
A Pirâmide de Quéfren tem 143 metros de altura, Faraó Quéfren era filho do faraó Quéops e quarto rei da IV dinastia, ele reinou entre 2520 e 2494 a.C, ordenou que fosse construída sua pirâmide que hoje é, em tamanho, a segunda maior pirâmide do Antigo Egito. Seu nome, Khaf-Re, significa Da coroa de Rá para alguns tradutores e Suba Rá
Pirâmide de Quéfren



Pirâmide de Miquerinos
Seu nome em Egípcio  Men-kau-Ra. Era filho de Quéfren,  Heródoto descreve-o como um rei justo e piedoso, ele morreu antes da sua Pirâmide ser construída, seu filho Shepseskaf continuou a construção. É a menor das três grandes. 
Pirâmide de Men kau Ra



Núbia ou Cuxe
Na Bíblia é conhecida como Cuxe, é onde se localiza o Sudão, sua antiga capitão é Meroé, no local onde se encontrava a cidade existem mais de 200 pirâmides em três grupos e é um dos sítios arqueológicos desta região inscritos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em 2003, na lista do Património Mundial. Dizem que o reino de Meroé era governado por rainhas que recebiam o nome-título de Candace, em que o poder seria passado aos descendentes pela via feminina; este mito foi associado, por alguns estudiosos, com a lenda da rainha de Sabá. Cuxe foi um dos filhos de Cam que se estabeleceu no nordeste da África. 
Pirâmides  de Jebel Barkal Sudão

Pirâmides de Kashta Meroe

China
As pirâmides chinesas são antigos mausoléus em forma piramidal construídos para abrigar os restos dos primeiros imperadores da China e seus parentes imperiais. Cerca de 38 deles estão localizados ao noroeste de Xian, construído para servir de sepultura a Shi-Huangdi (221-2016 a.C.), da dinastia Qin, o primeiro imperador da China unificada.
Para proteger o imperador por toda eternidade foi esculpido um exército de terracota em tamanho natural, com cerca de 6 mil soldados, colocados em formação militar e portando armas verdadeiras: espadas, lanças e bestas. Cavalos com seus arreios e selas completavam o exército. Shi-Huangdi mandou construir a Grande Muralha, aproveitando fortificações anteriores que foram unidas para formar uma gigantesca defesa contra as invasões de tribos nômades do norte e noroeste.
O nome da China vem do nome de Shi-Huangdi
Piramides de Shi-Huangdi 210 a.C.

Pirâmide Branca, Qin Ling Shan, China
Pouco se sabe sobre a Grande Pirâmide Branca, da China. Especula-se que ela tenha 300 metros de altura e base com 400 a 450 metros de cada lado. Os arqueólogos, contudo, sugerem um tamanho menor, cerca de 220 metros de altura, o que ainda é uma medida espetacular, muito acima da pirâmide egípcia de Queóps. Acredita-se que seja o túmulo do imperador Wu (156-87 a.C.), da dinastia Han, que sucedeu Shi Huangdi.
Pirâmide Branca

Indonésia
Construído originalmente como um templo hindu, Borobudur tornou-se um grandioso monumento budista, o maior do mundo. Seu formato piramidal é dado pelas seis plataformas quadradas sobre as quais estão outras três circulares. Possui 504 estátuas de Buda, 72 delas cercando a cúpula principal, no centro da parte superior. Com a chegada do islamismo à ilha de Java, no século XIV, Borobudur foi abandonado mas escapou de ser destruído. Coberto por areia e argila, sobre ele cresceu a vegetação e grandes árvores que esconderam e protegeram o monumento. Redescoberto no século XIX, Borobudur foi reconstruído a partir de 1973, sob patrocínio da Unesco, sendo totalmente “desmontado”, cada pedra foi marcada, tratada e limpada quimicamente, e novamente recolocada. A reforma custou 25 milhões de dólares e durou cerca de uma década.
Pirâmide de Borobudur Java 800 d.C.

Kamboja
Koh Ker é o nome moderno de uma cidade importante do império Khmer que, em seu apogeu entre os séculos IX e XII, dominou a maior parte da Indochina. Em inscrições, a cidade é mencionada como Lingapura (cidade de lingams, símbolo para falo ) ou Chok Garagyar. O templo Prang, um dos muitos existentes em Koh Ker, é uma pirâmide escalonada de 36 metros de altura, formada por sete plataformas. Foi construída pelo império Khmer para servir de templo a Shiva, deus hinduísta. Uma escada íngreme leva até o topo onde ficava o santuário. Inscrições em sânscrito dizem que este foi o alto e o mais bonito templo de Shiva.
Pirâmide de Koh Ker 940 d.C.


Polinésia
Rapa Iti é uma das ilhas da Polinésia Francesa. No século XIII, a ilha estava ocupada por polinésios falantes da língua Rapa. O esgotamento dos recursos naturais resultou em guerra entre os clãs que construíram fortalezas nos cumes íngremes da ilha. Morongo Uta é considerado a mais antiga das 14 fortalezas da ilha, construída nos anos 1450-1500 d. C. Tal concentração de fortalezas é única nas ilhas do Pacífico. Morongo Uta está localizada a 258 metros acima do nível do mar e rodeada por encosta íngremes e falésias. É uma construção maciça, formada por plataformas revestidas de pedra e com uma torre central. Quando os primeiros europeus chegaram à ilha, em 1791, a ilha possuía cerca de 2000 pessoas distribuídas entre as fortalezas. As doenças trazidas pelos europeus reduziram a população nativa para 70 pessoas em 1851.

Pirâmide de Morongo Uta 1450 d.C.


Itália
Caio Céstio, político e membro do colégio sacerdotal romano, ordenou em seu testamento a construção de seu túmulo em formato piramidal. A estrutura com quase 37 metros de altura e com base quadrada de 29,5 metros de largura é revestido com mármore branco. A forma acentuadamente pontuda da pirâmide lembra muito as pirâmides núbias em particular as de Méroe, que tinha sido atacada por Roma em 23 a.C. A semelhança sugere que Céstio possivelmente serviu nessa campanha e talvez tenha tido a intenção que a pirâmide servisse como uma comemoração. Foi construída de concreto tijolado coberto com lajes de mármore branco.
piramide Gaius Cestius -  Roma

Olmecas
Os Olmecas são considerados a primeira civilização da Mesoamérica, surgida por volta de 1200 a.C. na região do Golfo do México. Eles construíram centros cerimoniais com templos em formato piramidal. A Grande Pirâmide, com 33 metros de altura, tem a forma cônica resultado de quase três mil anos de erosão. Pesquisas recentes indicam que ela era, de fato, retangular e escalonada. No topo ficaria o santuário e altar para oferendas. A Grande Pirâmide olmeca nunca foi escavada.

Pirâmide de La Venta 1000 a.C.


Teotihuacán
Teotihuacán, a Cidade dos Deuses, é um enorme centro cerimonial e urbano com uma avenida central onde se erguem três grandes pirâmides. A pirâmide do Sol, com 65 metros de altura (teria mais 10 metros com o templo no topo, hoje desaparecido) e base quadrada de 225 metros, é a maior da América.
Pirâmide do Sol

Guatemala
A civilização Maia desenvolveu-se por volta do século IV a.C. numa região próxima ao Oceano Pacífico, na atual fronteira entre o México e a Guatemala. A partir de 250 d.C., os maias se espalharam pelas florestas quentes e úmidas da Guatemala, sul do México, El Salvador, Honduras, Belize chegando até a península mexicana de Yucatã. Tikal foi um grande centro cerimonial maia com dezenas de templos em forma de pirâmides. A maior delas é a Pirâmide do Jaguar, com 9 plataformas que totalizam 45 metros de altura. Foi construída a mando do governante maia e serviu-lhe também de sepultura. O nome se deve à figura de um jaguar entalhado na porta principal.
Pirâmide do Jaguar

México

O Templo das Inscrições ou Templo I foi construído para glorificar o governante maia K’inich Janaab Pakal ou Pakal, o Grande. Construído de pedra, tem 22,8 metros de altura e 8 plataformas. Em seu interior foi descoberta, em 1949, o acesso à tumba secreta de Pakal cujos restos estão cobertos por uma máscara de mosaico de jade, diademas, brincos, anéis, colares e pulseiras, todos de jade.
Pirâmide de Palenque

Peru

Caral encontra-se no Vale do Supe, 200 km ao norte de Lima, no Peru. Ali desenvolveu-se uma cultura complexa, chamada de Caral, entre 3000 a.C. e 1850 a.C., o que a torna a mais antiga do continente americano e um dos berços da civilização mundial. O centro urbano de Caral é formado por 32 estruturas piramidais, a maior delas com 18 metros de altura e datada da mesma época em que os egípcios construíram as suas pirâmides.
Pirâmide de Caral

Bolívia
Tiahuanaco, na Bolívia, foi capital de um vasto império cujo apogeu deu-se entre 500 e 900 d.C. Entre suas construções encontra-se Akapana, uma estrutura piramidal escalonada composta por sete plataforma contidas por paredes de arenito esculpido.Tem 194 metros de largura, 182 metros de comprimento e 18 metros de altura. No topo possuía um pequeno templo em forma de cruz assinalando os pontos cardeais. A pirâmide sofreu constante desmonte feito pelos caçadores de tesouro desde o início da colonização espanhola.
Pirâmide de Akapana  Tiahuanaco -  Bolívia, 500 d.C.

Arquitetura
Já se perguntou por quê as pirâmides são iguais na sua arquitetura em todo mundo?
Os povos antigos não tinham outra opção para fazer suas construções de outra maneira, por não haver outra maneira de erigir suas construções como se faz hoje, eles tinham que desenhar uma base quadriculada, seja ela quadrada ou retangular, bem larga e afunilando em seguida, conforme fosse subindo a construção. Como não se conhecia ainda concreto armado, ferragens para dar base e sustentabilidade no alicerce, eles não poderiam fazer um edifício totalmente vertical, pois não existia material na época para tal fim. 

Pirâmides dos Dias de Hoje
A atualidade continua fazendo suas construções piramidais, isso para os mais diferentes fins, o mundo jamais deixará de cultuar às Pirâmides, não importa o motivo, mas é fato de que as Pirâmides continuam fascinando o imaginário humano. 

Pirâmide do Louvre


Hotel Luxor - Las Vegas

Torre Eifel










sexta-feira, 20 de outubro de 2017

DRÁCULA


Do Romeno Demônio, vem de Vampiro ou Stigoy que quer dizer Zumbi, na linguagem da antiga Transilvânia da Idade Média ou até mesmo muito antes.
Na cerimônia fúnebre na Transilvânia Medieval, havia um hábito de cantar no enterro, para que o espírito do morto pudesse achar o caminho da luz, no mundo dos mortos, caso o morto não achasse o caminho, ele voltava ao mundo dos vivos e se transformava em um Morto Vivo ou Zumbi ou Strigoy, sendo assim um Drácula ou Demônio, apossando-se do sangue de suas vítimas. 
Ele é auxiliado pelas Yelelês, entidades femininas que seduzem feitiçam e matam suas vítimas, junto com seu mestre.
Segundo a Mitologia da Transilvânia, Drácula ou Strigoy ou Vampiro, não suporta à luz do sol, detesta alho e estaca. 
É uma cultura como todas as outras, voltada ao sincretismo religioso, com superstição e envolto de mitos populares. 
Bram Stoker 1847 - 1912 foi um escritor e romancista maçom, estuda sobre Vampirismo e em 1890 começa a escrever o romance sobre vampirismo e em 1897, publica sua obra, intitulada Drácula.
Os Romenos não gostam nada dessa exploração que se faz a respeito da sua mitologia, ainda mais da exploração Holywoodiana que se faz sobre o tema, tanto é sério isso, que o governo Romeno só liberou o livro no país em 1991.

Vlad Tpish
O personagem Drácula ou Vampiro ou Strigoy, está envolto de um personagem local, um herói nacional da Romênia, chamado Vlad Tpish. O termo Tpish significa Empalador em Romeno, Vlad era filho do nobre Vlad II “Dracul”, que governou antes dele a Valáquia. Aliás, foi daí que surgiu o apelido “Drácula”. Em latim, draco significa dragão, uma ordem à qual Vlad II pertencia, cuja principal função era defender a Europa cristã do Império Otomano, mas em romeno atual, Dracul significa Diabo, logo Drácula é também Filho do Diabo. 
Vlad III passou os primeiros anos de sua infância em Sighisoara e, em 1436, se mudou para a Târgoviste, capital do principado da Valáquia, quando seu pai assumiu a liderança da província, isso até 1442, quando sua história muda, então uma criança de 11 anos, e seu irmão mais novo, Radu, foram entregues ao sultão otomano Murad II, como garantia de que seu pai, Vlad II, iria se comportasse. Ou seja, os reféns garantiriam que Vlad pai jamais bateria de frente com o Império Otomano. Com os turcos em Constantinopla (hoje Istambul), Vlad III aprendeu a língua, costumes e, conforme garantem os romenos, os hábitos cruéis. A acordo acabou em 1448, quando Vlad III foi informado da morte do pai e do irmão mais velho, Mircea. Mas, a essa altura, já fazia um ano que eles tinham sido assassinados pelos nobres da Valáquia, que supostamente deveriam estar do mesmo lado de Vlad pai.
Com 17 anos, Vlad III deu início à série de guerras e lutas que marcariam sua vida. Seu irmão, Radu, todavia, optou por ficar ao lado do sultão, na Turquia. Determinado a recuperar o trono do pai, Vlad III retornou à Romênia e tomou o principado da Valáquia em 1448. 
Afastado do poder, ele juntou forças para, em 1456, aos 25 anos, ganhar definitivamente o trono que pertencera ao pai. Desta vez, o sucesso foi pleno (ele matou em batalha o então governante, Vladislav II) e comandou a província por seis anos. Foi neste período que Vlad III ganhou o apelido de Empalador. O reinado do príncipe marcou um dos mais importantes momentos de resistência contra os ataques do Império Otomano.
Os recursos da Valáquia para a guerra (que vinham do Império Húngaro) começaram a ficar mais escassos. Até que não deu mais para segurar. Um ataque otomano tirou Drácula do poder e seu irmão Radu, usurpou o trono. 
Vlad III não teve outra opção e fugiu para o Império Húngaro, onde ficou preso por 12 anos. contou com o apoio de forças húngaras e de seu primo, o príncipe da Moldávia, Estevão. Nessa época, Radu já estava morto, e quem mandava na Valáquia era Bassarabe, o Velho. Quando Vlad III chegou, o governante ficou tão assustado que preferiu fugir a encará-lo de frente, reconquistando assim o trono, mas Vlad III morre aos 45 anos de forma misteriosa, não há um consenso sobre sua morte,  parte dos historiadores diz que ele morreu em batalha contra os turcos (que estavam tentando recolocar Bassarabe no poder), outra leva sustenta que ele sucumbiu numa emboscada armada pelos burgueses descontentes de seu próprio reino, assim como tinha acontecido com seu pai.





TORRE DE BABEL



" E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra, e o betume por cal.  E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.
Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam "                                                                                         Gênesis 11:3-5


Nos desenhos Europeus renascentistas do século XV, a Torre de Babel é relatada sendo de uma forma circular, mas dado ao fato de os Sumerianos construírem tijolos de uma forma quadrada e ou retangular, obviamente que suas construções seriam feitas de forma quadrada, basta ver os vários templos Babilônicos, que ao longo dos milênios, foram construídos de forma retangular e não de forma arredondada, todas as construções sumerianas, como casas, templos e prédios públicos eram feitas de forma quadrada.
A Torre de Babel era um imenso Zigurati os zigurates eram construídos na forma de pirâmides terraplanadas, e foi a partir destas torres piramidais terraplanadas que os antigos egípcios se inspiraram em fazer as pirâmides.

No conto Sumeriano Enmerkar e o Senhor de Aratta o Rei Enmerkar de Uruk constrói um enorme Zigurate em Eridu e os dois deuses rivais, Enki e Enlil acabam por confundir as línguas de toda a humanidade como efeito colateral da sua discussão.
O nome Suméria foi dado pelos Acádios, os Acadianos moravam no Norte do atual Iraque, os Sumerianos os chamavam de Kí Uri ou Akkadú ou Ágade que quer dizer Coroa de Fogo, em alusão a Ishtar, a "deusa brilhante" ou "refulgente", a divindade tutelar da estrela da manhã e do entardecer e deusa da guerra e do amor, pois bem, esse povo Acadiano que chamavam o povo de Shumer ou Sinar de Sumerios, isso quer dizer que os Sumerianos não se refieriam si próprios de Suméiros, isso é um Exômino dado pelos Acadianos, os Sumerianos chamavam a si próprios de  Úĝ Saĝ Gíg Ga que vem de do termo Un San Giga quer dizer Povo de Cabeça Preta. 
Isso quer dizer que o povo da região era Negro, Preto e não branco como mostra nos filmes e desenhos, o povo Úĝ Saĝ Gíg Ga ou Sumerianos eram negros, assim com os Acadianos. 

Sinar
O nome da região vem de Nana ou Sin que é o deus da Lua, o nome vem do deus Sin ou Sinnu, era o deus da Cidade de Ur, mais tarde, na Antiguidade Clássica a Lua (deus ou dingir) foi associada a deusas ou dingirs Selena e Ártemis na Grécia; Luna e Diana em Roma, na Antiguidade Oriental era geralmente uma divindade masculina: Nana na Suméria; Sin na Acádia; e Khonsu no Egito e o termo Egípcio para Babilônia e Mesopotâmia era Sangar, para se referir a região. 
O nome também vem do hebraico Shene Neharot ou Dois Rios ou Shene Arim que quer dizer Duas Cidades, ou do Acadiano Sumeru. No livro de Gênesis 10:10 compreendia Babel, Ereque, Acade e Calné na Terra de Sinar. 
A Terra de Sinar em Gênesis 11:2 é mostrado como uma planície que veio a ser povoada depois do dilúvio, onde a humanidade, ainda falando apenas uma língua, construíu a Torre de Babel. Em Gênesis 14:1,9 o Sinar é a terra governada pelo rei Anrafel, durante muito tempo identificado como Hamurabi, rei da Babilônia, Sinar  ainda é mencionada como sinônimo de "Babilônia" em Josué 7:21, em Isaías 11:11 e em Zacarias 5:11. 
Portanto, a Terra de Sinar compreendia toda Suméria, os termos Shinar, em hebraico, Sngr, em egípcio, e Šanhar em Hitita, referem-se ao local de Shumer ou Suméria. 
Há indícios que o idioma Sumeriano pode fazer ligação com  Húngaro, Basco, ao Etrusco e etc, com certeza o idioma Sumeriano influenciou outras línguas da região, tais como o Hebraico, o Acadiano, o Assírio, o Aramaico, o moderno Árabe que são línguas semíticas. O idioma Hitita teve forte influência do Sumeriano e até o Egito.
Embora foi na Suméria onde nasceu a escrita, o idioma também era único por toda região, com o passar do tempo os idiomas foram se modificando e se caracterizando conforme sua respectiva região.
Por volta dos finais de 6 Mil a.C., a Suméria foi dividida por cidades-estados independentes, as quais foram delimitadas por canais e ou muros de pedra. Cada uma era centrada em um templo dedicado a um deus ou deusa patrono particular da cidade e governado por um sacerdote Ensi ou por um rei Lugal que estava intimamente ligado aos rituais religiosos da cidade.

Lendas de Outros Povos
China
As lendas chinesas contam que a divisão da língua original fez com que o universo “se desviasse do caminho certo”

Persa
Na mitologia persa, Arimã, o espírito do mal, pulverizou a linguagem dos homens em trinta idiomas.

Maia
E um dos livros sagrados dos maias, o Popol Vuh, lamenta: “Aqui as línguas da tribo mudaram sua fala ficou diferente. (…) Nossa língua era uma quando partimos de Tulán. Ai! Esquecemos nossa fala”.

Mianmar
Houve uma época em que todas as pessoas moravam num grande povoado e falavam apenas uma língua, enquanto faziam uma grande torre, os construtores “aos poucos passaram a ter diferentes costumes e diversos modos de falar e agir, e com o tempo se espalharam por toda a terra. 

América Central
Diz que Xelhua, um dos sete gigantes salvos do dilúvio, construiu a Grande Pirâmide de Cholula para desafiar o Céu, os deuses destruíram o templo com fogo e confundiram a linguagem dos construtores.

República Dominicana 
O frade e maçom Diego Duran 1537-1588 disse ter ouvido este relato de um sacerdote com 100 anos em Cholula, pouco depois da conquista do México.

Toltecas
Existe uma lenda, atribuída pelo historiador Don Ferdinand d'Alva Ixtilxochitl 1565-1648 que diz que os antigos Toltecas, que pelo o fato dos homens terem se multiplicado após um grande dilúvio, eles erigiram um alto Zacuali ou Torre, para se preservarem no caso de um segundo dilúvio. Contudo, as suas línguas foram confundidas e eles foram para diferentes partes da terra.

Tohono O'odham
Outra lenda diz que os Índios Tohono O'odham ou Papago, que Montezuma escapou a uma grande inundação, depois tornou-se mau e tentou construir uma casa que chegasse ao céu, mas o Grande Espírito destruiu-a com relâmpagos.

Nepal e do Norte da Índia
Até na tribo Tarus do Nepal e do Norte da Índia há registros, isso que diz o Relatório do Census de Bengal, 1872, p. 160; .

Africanas 
Que que viviam perto do Lago Ngami em 1879 tinham uma tradição assim, mas com as cabeças dos construtores a serem "partidas pela queda do scaffolding" (Missionary Travels, cap. 26)


Já o mito Estónio " do Cozinhado das Línguas " (Kohl, Reisen in die 'Ostseeprovinzen, ii. 251-255) também tem sido comparado, assim como a lenda Australiana da origem da diversidade das falas (Gerstacker, Reisen, vol. iv. pp. 381).



Lista das Cidades Sumerianas
Eridu - Bad - Tibira - Larsa - Shurupak - Sipar - Uruk ou Erek ou Irak - Kish - Ur - Nipur - Lagash - Girshu - Umma - Acad - Eshnunna - Adab - Eridu - Babel - Tuttu - Barsippa... etc


Din Gir
A palavra Din Gir quer dizer Deus na linguagem Sumeriana, Din significa Justo, Puro, Brilhante e Gir era o termo usado para descrever um objeto com arestas vivas. Como um epíteto para o Dingir Anunnaki significava justos dos objetos brilhantes, isso mostra os textos sumérios.

Torre de Babel
Babel quer dizer Porta de Deus, com o tempo, por causa da lenda, o termo passou a ser conhecido com Confusão no livro de Gênesis 10:5, 20 e 31 descrevem os descendentes de Noé se espalhando sobre a terra "cada qual segundo a sua língua, segundo as suas famílias, em suas nações." Como isso é possível já que Deus não confundiu as línguas até a Torre de Babel em Gênesis capítulo 11? Gênesis 10 lista os descendentes dos três filhos de Noé: Sem, Cam e Jafet. Ele lista os seus descendentes por várias gerações. Com o tempo de vida longo daquela época (ver Gênesis 11:10-25), as genealogias em Gênesis 10 provavelmente abordam várias centenas de anos. A narrativa da Torre de Babel, contada em Gênesis 11:1-9, fornece mais detalhes sobre o momento em que as línguas foram confundidas. Gênesis 10 nos diz de línguas diferentes. Gênesis 11 nos diz como as diferentes línguas se originaram. Ao que parece mais provável é que as diferentes raças existiam antes da Torre de Babel e que Deus confundiu as línguas, pelo menos parcialmente, com base nas diferentes raças. Da Torre de Babel, a humanidade se dividiu com base na linguagem e, possivelmente, raça e se estabeleceu em várias partes do mundo.
Era um Zigurate, ou seja, uma Torre Templo, que não era redonda como mostram os desenhos Europeus, era Quadrado ou Retangular.

Não se esqueçam que o nome Babel quer dizer Porta de Deus, com a confusão das línguas que ocorreu em Sinar (Suméria) o nome Babel ficou conhecido como Confusão, e Babel também é o nome de uma cidade-estado da Planície de Sinar, a famosa Babilônia, que quer dizer cidade de Babel, a cidade-estado de Ur da Caldéia foi originalmente fundada pelos sumerianos e Ur foi de onde saiu o patriarca Abraão Gênesis 15:7.



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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

MITOLOGIA BRASILEIRA


DEUSES TUPI-GUARANIS
TUPÃ
Chamado de “O Espírito do Trovão”, Tupã é o grande criador dos céus, da terra e dos mares, assim como do mundo animal e vegetal. Além de ensinar aos homens a agricultura, o artesanato e a caça, concedeu aos pajés o conhecimento das plantas medicinais e dos rituais mágicos de cura

JACI
É a deusa Lua e guardiã da noite. Protetora dos amantes e da reprodução, um de seus papéis é despertar a saudade no coração dos guerreiros e caçadores, apressando sua volta para suas esposas. Filha de Tupã, Jaci é irmã-esposa de Guaraci, o deus Sol

GUARACI
Filho de Tupã, o deus Sol auxiliou o pai na criação de todos os seres vivos. Irmão-marido de Jaci, a deusa Lua, Guaraci é o guardião das criaturas durante o dia. Na passagem da noite para o dia – o encontro entre Jaci e Guaraci, as esposas pedem proteção para os maridos que vão caçar.

CEUCI
Protetora das lavouras e das moradias indígenas, Ceuci foi comparada pelos colonizadores católicos à Virgem Maria, por ter dado à luz de maneira milagrosa: seu filho, Jurupari espírito guia e guardião, nasceu do fruto da cucura-purumã (árvore que representa o bem e o mal na mitologia tupi)

ANHANGÁ
Inimigo de Tupã, Anhangá é o deus das regiões infernais, um espírito andarilho que pode tomar a forma de vários animais da selva. Apesar de ser considerado protetor dos animais e dos caçadores, é associado ao mal. Se aparece para alguém, é sinal de desgraça e mau agouro

SUMÉ
Responsável por manter as leis e as regras, Sumé também trouxe conhecimentos como o cozimento da mandioca e suas aplicações. Em virtude da desobediência dos indígenas, Sumé um dia partiu – saiu caminhando sobre o oceano Atlântico, prometendo voltar para disciplinar os índios


DIVINDADES DE OUTRAS TRIBOS
AKUANDUBA
Trata-se de uma divindade dos índios araras, da bacia do Xingu, no Pará. Rigoroso, Akuanduba tocava sua flauta para trazer ordem ao mundo. Um dia, por causa da desobediência dos seres humanos, eles foram lançados na água. Os poucos sobreviventes tiveram que aprender do zero como dar continuidade à vida

YORIXIRIAMORI
É um personagem do mito da “árvore cantante” dos ianomâmis. Com seu belo canto, Yorixiriamori deixava as mulheres encantadas, o que acabou despertando a inveja nos homens, que tentaram matá-lo. O deus fugiu sob a forma de um pássaro, e a árvore cantante sumiu da Terra

YEBÁ BËLÓ
A “mulher que apareceu do nada” é a figura principal no mito de criação dos índios dessanas, do alto do rio Negro (fronteira Brasil-Colômbia). De sua iluminada morada de quartzo, Yebá Bëló criou todo o Universo – os seres humanos surgem a partir do ipadu (folha de coca) que ela mascava

WANADI
Deus dos iecuanas, povo da divisa Brasil-Venezuela, Wanadi criou três seres para gerar o mundo. Porém, os dois primeiros fizeram um erro e acabaram criando uma criatura deformada, que representa o lado ruim da vida (fome, doenças, morte). Coube ao terceiro ser, então, concluir com sucesso o ato da criação


Para os arauetés, do médio Xingu (PA), um marido indignado criou o mundo, triste com um insulto da esposa, o deus Aranãmi começa a cantar e tocar seu chocalho. Com isso, cria o solo terreno e mais três níveis: dois celestes e um subterrâneo, com um rio e suas ilhas. Alguns homens sobem até o primeiro nível celeste e se tornam seres divinos. Outros se elevam ainda mais, indo morar na segunda camada, o Céu Vermelho, o solo então se rompe. Os homens caem no rio subterrâneo e quase todos são devorados por uma piranha e um jacaré gigantes. Os que escapam ficam vivendo nas ilhas
Quando um habitante das ilhas morre, sua alma se divide em dois espíritos: um vaga por certo tempo pela terra; o outro fica na primeira camada celestial, em contato com os deuses, de acordo com o mito, um dia a camada celeste se romperá. A partir daí, os seres humanos e divinos ficarão misturados e não haverá diferença entre o mundo dos mortos e o dos vivos
Fonte; Mundo Estranho




Boitatá
Boitatá é um termo tupi-guarani,  usado para designar, em todo o Brasil, o fenômeno do fogo-fátuo e deste derivando algumas entidades míticas,[1] um dos primeiros registrados no país,  O termo seria a junção das palavras tupis boi e tatá, significando cobra e fogo, respectivamente - ou ainda de mboi - a coisa ou o agente. Significa, assim, cobra de fogo, fogo da cobra, em forma de cobra ou coisa de fogo,  é uma gigantesca cobra-de-fogo que protege os campos contra aqueles que o incendeiam. Vive nas águas e pode se transformar também numa tora em brasa, queimando aqueles que põem fogo nas matas e florestas. A causa desse mito pode ser explicada com uma reação química, ossos de animais, como bois, cavalos etc. que são ricos em fósforo branco, que é um material inflamável(diferente do fósforo vermelho que é usado como medicamento), se aglomeram em um lugar, o osso começa a se decompor, e sobra apenas o fósforo. Quando um raio ou faisca, entra em contato com os ossos semi-decompostos causa uma enorme chama.
A palavra, de origem indígena como a lenda, tem o significado de cobra (mboi) de fogo (tata), sendo Mbãetata em sua lingua original. Pensaram então, em juntar as duas palavras (mboi e tata) para transforma-las neste mito: Boitatá.

Iara
Ou Uiara (do tupi y-îara, "senhora das águas") ou Mãe-d'água, segundo o folclore brasileiro, é uma linda sereia que vive no rio Amazonas, sua pele é parda, possui cabelos longos e verdes, dizem que era um personagem masculino e chamava-se Ipupiara, homem-peixe que devorava pescadores e os levava para o fundo do rio. No século XVIII, Ipupiara vira a sedutora sereia Uiara ou Iara. Pescadores de toda parte do Brasil, de água doce ou salgada, contam histórias de moços que cederam aos encantos da bela Iara e terminaram afogados de paixão. Ela deixa sua casa no leito das águas no fim da tarde. Surge sedutora à flor das águas: metade mulher, metade peixe, cabelos longos enfeitados de flores vermelhas. Por vezes, ela assume a forma humana e sai em busca de vítimas.


Caipora
É uma entidade da mitologia tupi-guarani. A palavra “caipora” vem do tupi caapora e quer dizer "habitante do mato" é representado como um pequeno índio de pele escura, ágil e nu. Habitante das florestas, reina sobre todos os animais e ele destrói os caçadores que não cumprem o acordo de caça feito com ele. Seu corpo é todo coberto por pelos. Ele vive montado numa espécie de porco-do-mato e ele carrega uma vara. Primo do Curupira, protege os animais da floresta. Os índios acreditavam que o Caipora temesse a claridade, por isso protegiam-se dele andando com tições acesos durante a noite, é considerado em algumas partes do Brasil como canibal, ou seja dizem que come quem ele vê caçando, até mesmo um pequenino inseto,  é o guardião da vida animal. Apronta toda sorte de ciladas para o caçador, sobretudo aquele que abate animais além de suas necessidades. Afugenta as presas, espanca os cães farejadores, e desorienta o caçador simulando os ruídos dos animais da mata. Assobia, estala os galhos e assim dá falsas pistas fazendo com que ele se perca no meio do mato. Mas, de acordo com a crença popular, é sobretudo nas sextas-feiras, nos domingos e dias santos, quando não se deve sair para a caça, que a sua atividade se intensifica. Mas há um meio de driblá-lo. O Caipora aprecia o fumo. Assim, reza o costume que, antes de sair numa noite de quinta-feira para caçar no mato, deve-se deixar fumo de corda no tronco de uma árvore e dizer: "Toma, Caipora, deixa eu ir embora". A boa sorte de um caçador é atribuída também aos presentes que ele oferece. Assim, por sua vez, os homens encontram um meio de conseguir seduzir esse ente fantástico. Mas fracasso na empreitada é atribuído aos ardis da entidade. No sertão do Nordeste, também é comum dizer que alguém está com o Caipora quando atravessa uma fase de empreendimentos mal sucedidos, e de infelicidade.


A Lenda da Vitória Régia
Há muitos anos, em uma tribo indígena, contava-se que a lua (Jaci, para os índios) era uma deusa que ao despontar a noite, beijava e enchia de luz os rostos das mais belas virgens índias da aldeia - as cunhantãs-moças. Sempre que ela se escondia atrás das montanhas, levava para si as moças de sua preferência e as transformava em estrelas no firmamento.
Uma linda jovem virgem da tribo, a guerreira Naiá, vivia sonhando com este encontro e mal podia esperar pelo grande dia em que seria chamada por Jaci. Os anciãos da tribo alertavam Naiá: depois de seu encontro com a sedutora deusa, as moças perdiam seu sangue e sua carne, tornando-se luz - viravam as estrelas do céu. Mas quem a impediria? Naiá queria porque queria ser levada pela lua. À noite, perambulava pelas montanhas atrás dela, sem nunca alcançá-la. Todas as noites eram assim, e a jovem índia definhava, sonhando com o encontro, sem desistir. Não comia e nem bebia nada. Tão obcecada ficou que não havia pajé que lhe desse jeito.
Um dia, tendo parado para descansar à beira de um lago, viu em sua superfície a imagem da deusa amada: a lua refletida em suas águas. Cega pelo seu sonho, lançou-se ao fundo e se afogou. A lua, compadecida, quis recompensar o sacrifício da bela jovem índia, e resolveu transformá-la em uma estrela diferente de todas aquelas que brilham no céu. Transformou-a então numa "Estrela das Águas", única e perfeita, que é a planta vitória-régia. Assim, nasceu uma linda planta cujas flores perfumadas e brancas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas.


Saci
É um personagem bastante conhecido do folclore brasileiro. Tem sua origem presumida entre os indígenas da Região das Missões, no Sul do país, de onde teria se espalhado por todo o território brasileiro, a figura do saci surge como um ser maléfico, como somente brincalhão ou como gracioso, conforme as versões comuns ao sul. 
Na Região Norte do Brasil, a mitologia africana o transformou em um negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira, imagem que prevalece nos dias de hoje. Herdou também, da cultura africana, o pito, uma espécie de cachimbo e, da mitologia europeia, herdou o píleo, um gorrinho vermelho usado pelo lendário trasgo, Trasgo é um ser encantado do folclore do norte de Portugal, especialmente da região de Trás-os-Montes. Rebeldes, de pequena estatura, os trasgos usam gorros vermelhos e possuem poderes sobrenaturais. 
A função desta "divindade" era o controle, sabedoria, e manuseios de tudo que estava relacionado às plantas medicinais, como guardião das sabedorias e técnicas de preparo e uso de chá, beberagens e outros medicamentos feitos a partir de plantas. Como suas qualidades eram as da farmacopeia, também era atribuído, a ele, o domínio das matas onde guardava estas ervas sagradas, e costumava confundir as pessoas que não pediam a ele a autorização para a coleta destas ervas
Mula Sem Cabeça
é o fantasma de uma mulher que foi amaldiçoada por Deus pelo seus pecados (muitas vezes dito ser como concubinato ou fornicação com um padre dentro de uma igreja ) e condenada a se transformar em uma mula sem cabeça que tem fogo ao em vez de uma cabeça, galopando através dos campos desde o sol de quinta-feira até o nascer do sol de sexta-feira. O mito tem várias variações em relação ao pecado que transformou a mulher amaldiçoada no monstro 
É a forma que toma a concubina do sacerdote. Transforma-se em um forte animal, de identificação controvertida na tradição oral, e galopa, assombrando quem encontra. Lança chispas de fogo pelo buraco de sua cabeça. Suas patas são como calçadas com ferro. A violência do galope e a estridência do relincho são ouvidas ao longe. Às vezes soluça como uma criatura humana. O encanto desaparecerá quando alguém tiver a coragem de arrancar-lhe da cabeça o freio de ferro ou se alguém tirar uma gota de sangue com uma madeira não usada. Dizem-na sem cabeça, mas os relinchos são inevitáveis. Quando o freio lhe for retirado, reaparecerá despida, chorando arrependida, e não retomará a forma encantada enquanto o descobridor residir na mesma freguesia. A tradição comum é que esse castigo acompanha a manceba do padre durante o trato amoroso (J. Simões Lopes Neto, Daniel Gouveia, Manuel Ambrósio, etc.). Ou tenha punição depois de morta (Gustavo Barroso, O Sertão e o mundo).

A Mula-sem-cabeça corre sete freguesias em cada noite, e o processo para seu encantamento é idêntico ao do Lobisomem, assim como, em certas regiões do Brasil, para quebrar-lhe o encanto bastará fazer-lhe sangue, mesmo que seja com a ponta de um alfinete. Para evitar o bruxedo, deverá o amásio amaldiçoar a companheira, sete vezes, antes de celebrar a missa. Manuel Ambrósio cita o número de vezes indispensável, muitíssimo maior (Brasil Interior). Chamam-na também Burrinha de padre ou simplesmente Burrinha. A frase comum é "anda correndo uma burrinha".

Mapinguari 

Criatura descrita como um macaco de tamanho descomunal - 5 a 6 metros, peludo como o porco-espinho, "só que os pêlos são de aço". Em uma versão, o mapinguari tem um só olho, enorme, no meio da testa, e uma bocarra vertical que desce até o umbigo. Cada passo do mapinguari mede 3 metros, e seu alimento favorito é a cabeça das vítimas, geralmente pessoas que ele caça durante o dia, deixando para dormir à noite. Há aqueles que afirmam ser impossível matá-lo: é invulnerável. Numa outra versão, ele é apresentado como um ser dos mais fantásticos, com 2 olhos, mas "3 bocas", sendo uma debaixo de cada braço e a outra sobre o coração. É importante falar que o mapinguari é o nosso pé grande/monstro do lago ness. Varias expedições já foram realizadas para captura-lo, desconfiando que pudesse ser uma preguiça gigante pliocênica.
Ipupiara
O Ipupiara, Igpupiara ou Hypupiara, segundo os tupis do atual litoral brasileiro no século XVI, era um monstro marinho e antropófago ou seja, canibal

Quibungo
É uma espécie de monstro, meio homem, meio bicho. Tem a cabeça enorme e um grande buraco no meio das costas, que se abre e fecha conforme ele abaixe e levante a cabeça. Come pessoas, especialmente crianças e mulheres, abrindo o buraco e atirando-as dentro dele. O quibungo, também chamado kibungo ou xibungo, é mito de origem africana que chegou ao Brasil através dos bantus e se fixou no estado da Bahia. Segundo a lenda o Quibungo é uma espécie de Bicho-Papão negro (de origem africana). Não há nenhum testemunho ocular de sua existência dentro dessas histórias tradicionais, contadas para as crianças inquietas ou teimosas, ele se arrasta como um fantasma faminto, como um feroz devorador de meninos e meninas que distanciam dos seus pais. O Quibungo é ao mesmo tempo homem e animal. Espécie de lobo ou velho negro maltrapilho e faminto sujo e esfarrapado, um verdadeiro fantasma residente nos maiores temores infantis.

Cobra Norato
A lenda diz que uma cabocla de nome Zelina deu à luz um casal de gêmeos: Honorato e Maria Caninana, duas cobras. Jogou-as no rio, onde se criaram, mas Maria Caninana vivia fazendo malvadezas até que foi morta pelo irmão, que tinha bom coração. Sempre que assumia a forma humana, ele ia visitar sua mãe, a quem implorava que o desencantasse. Para que o encanto fosse quebrado, ela deveria chegar ao corpo adormecido da serpente, pôr um pouco de leite na sua boca e ferir-lhe a cabeça, de forma que sangrasse. A mulher, por medo, nunca chegou perto do réptil, até que um soldado da guarnição da ilha de Cametá livrou o jovem da maldição. A cobra Norato cresceu de forma gigantesca e ameaçadora, abandonando a floresta e passando a habitar a parte profunda dos rios. Ao rastejar pela terra firme, os sulcos que deixa se transformam nos igarapés. Conta a lenda que a cobra-grande pode se transformar em embarcações ou outros seres.
Cuca
A Cuca é uma ser mitológico que tem origem no dragão português Coca. Em geral representada por velha feia na forma de jacaré que tem poderes das bruxas e persegue crianças.
Teju Jagua
Corpo de Lagarto e 7 cabeças de cachorro ,come frutas e mel , vive em cavernas,grutas e lugares de aguá doce.
Mboi Tu´i
Corpo de serpente com escamas e listras com uma cabeça grande, cheia de penas e um bico de papagaio, com uma lingua bifurcada de cor avermelhada, e protetora dos animais aquáticos gosta de umidade e flores.
Moñai
Corpo de cobra e cabeça grande com dentes e dois chifres,seus domínios são os campos abertos alimenta se de pássaros e tem o poder de hipnotizar com suas antenas (chifres) usava para pegar os pássaros com mais facilidade.
Jaci Jaterê 
Significa "pedaço de lua" e o único que não aparente ser um monstro, tem uma aparência bonita de se ver (quando ele quer)e carrega um cajado magico com ele,habita as matas ,protege os tesouros escondidos e as ervas naturais (em especial a Erva-mate ).
Kurupi 
De estatura pequena,olhos negros sem pupila,dentes pontiagudos movimenta se através de salto com muita rapidez.Alimenta se de filhotes de animais recém nascidos, tem um grito estridente e malévolo.
Ao Ao
Ao Ao é freqüentemente descrito como sendo uma voraz criatura parecida com um carneiro, com um grande conjunto de presas afiadas.
O seu nome é derivado do som que faria ao perseguir suas vitimas. O primeiro Ao Ao teria uma enorme virilidade e por isso é identificado como o principio da fertilidade pelos guaranis. Produziu grande descendência igual a ele, e servem coletivamente como senhores e protetores das colinas e montanhas.
É descrito ainda como sendo canibal devorador de gente. Embora sua descrição física seja claramente não humana, é meio humana por nascimento, então o termo canibal se aplicaria. De acordo com a maioria das versões do mito, quando localiza uma vítima para sua próxima refeição, persegue o infeliz humano por qualquer distância ou em qualquer território, não parando até conseguir sua refeição.
Luison
Tem o poder sobre a morte, assemelha se a um macaco com olhos vermelhos e barbatanas de peixe e um falo parecido com de uma Anta.Seu nome e derivado de outra lenda brasileira e mundial o Lobisomem.
Lobisomem
Licantropo, é um ser lendário, com origem dos folclores brasileiros, segundo as quais, um homem pode se transformar em lobo ou em algo semelhante a um lobo em noites de lua cheia, só voltando à forma humana ao amanhecer. Está também presente em outros folclores ao redor do mundo.