terça-feira, 15 de maio de 2018

CULTURA

Cultura deriva do verbo latino "Colere" que significa, cultivar, plantar, com o desenvolvimento da agricultura, o termo cultura passou a ser designado aos tipos de sementes que eram usados para determinados cultivos, por exemplo; cultura da cana de açúcar, cultura de laranjas, cultura de cevada, cultura de trigo, cultura de mandioca, etc. 
A cultura ou plantio dos vegetais se desenvolveu tanto, que se transformou em uma ciência e é tão importante o plantio para o homem que ganhou  um significado de sabedoria e erudição. 
A própria palavra Agricultura é um substantivo derivado pois são duas palavras em uma, Agro e Cultura, formando a palavra Agricultura, de onde Agro do latim Acrus, Acris ou Agro que quer dizer duro, azedo, acre, campo e Cultura que vem do latim Colere que quer dizer cultivar, juntando, temos a palavra conhecida Agricultura que quer dizer Cultivar ou Plantar no Campo, ou Cultivar ou Plantar no Duro (chão), Plantar ou Cultivar no Acre (chão duro). 
Portanto, agro + cultura é plantar no chão duro, no solo difícil, plantar no chão azedo, para garantir alimento o homem tinha que obter conhecimento para plantar no solo infértil, no solo desértico, no solo difícil e tinha que passar esse conhecimento para outras pessoas e para geração seguinte. 
Lembramos que a agricultura nasceu na Antiga Suméria onde é hoje o Iraque que compreende o Oriente Médio e toda aquela região é desértica. 
O termo cultura ou agricultura ficou tão importante, que com o passar do tempo, ganhou o significado de cultivar também a mente, o intelecto, é por tanto um conjunto de conhecimento que o ser humano adquire ao longo da vida, através de estudos, experiências e vivência que o mesmo vai adquirindo ao longo da vida. 
De tão importante, o termo cultura é complexo e ganha vários significados dependendo do povo, pode também incluir conceitos de moral, habilidades e hábitos de um povo, como também é um conjunto de aptidões de uma nação ou um indivíduo, etc. É também o desenvolvimento de um povo ou de um indivíduo, por tanto, cultura tem vários significados. 
É sabido que a cultura está intimamente ligado ao lugar no qual se nasceu e se desenvolveu, a cultura progride por toda parte e sempre segue a mesma direção e todos os povos, tribos e nações seguem esta linha que sempre será para frente, avante. 
Temos outro termo que não pode ficar de fora desse assunto que é Educação.
Educação também é uma palavra latina de onde Educere que quer dizer Dirigir de Fora, é também outra palavra composta, separando este substantivo temos Ex Ducere ou seja, Ex que quer dizer Fora e Ducere que quer dizer Guiar, Conduzir. 
A educação assim como a agricultura está intimamente ligada ao complexo conjunto  de valores morais, acadêmicos e comportamentais, que beneficia  o indivíduo como também uma nação como um todo. 
Negligenciar a cultura ou a educação, é negligenciar o crescimento espiritual, moral, comportamental e intelectual, tanto do indivíduo como de um povo, e sabemos na pele quais os danos que a falta da educação e ou da cultura faz 
com um país. 



A educação não vem de berço, vem dos pais
Adalberto Bernardes

Por natureza, os homens são próximos; a educação é que os afasta.
Confúcio

É na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais.
Coelho Neto


Educação é aquilo que a maior parte das pessoas recebe, muitos transmitem e poucos possuem.
Karl Kraus

Se você acha que educação é cara, experimente a ignorância.
Derek Bok

Sessenta anos atrás, eu sabia tudo. Hoje sei que nada sei. A educação é a descoberta progressiva da nossa ignorância.
Will Durant

A boa educação é moeda de ouro. Em toda a parte tem valor.
Padre Antônio Vieira

O que é ensinado em escolas e universidades não representa educação, mas são meios para obtê-la.
Ralph Waldo Emerson

A cultura é o melhor conforto para a velhice.
Aristóteles

A cultura forma sábios; a educação, homens.
Louis Bonald

Erudito é um sujeito que tem mais cultura do que cabe nele.
Millôr Fernandes

Cultura é o que fica depois de se esquecer tudo o que foi aprendido.
André Maurois

A cultura não se herda, conquista-se.
André Malraux

É preciso erguer o povo à altura da cultura e não rebaixar a cultura ao nível do povo.
Simone de Beauvoir

Domina-se um povo pela sua cultura

Adalberto Bernardes

sábado, 12 de maio de 2018

ANJOS

A palavra portuguesa anjo possui origem no latina  angelus ,  que por sua vez deriva-se do grego angelos . No  idioma  hebraico, temos Mal’ak . Seu significado básico é "mensageiro"  (para designar  a idéia de ofício de mensageiro). O grego clássico  emprega o termo angelos para o mensageiro, o embaixador em assuntos humanos, que fala e age no lugar daquele que o enviou.
No  AT, onde o termo Mal’ak,  os  anjos aparecem  como seres celestiais, membros da corte de Yahweh,  que servem e louvam a Ele (Ne 9:6; Jó 1:6), são espíritos ministradores  (1Rs  19:5),  transmitem a vontade de  Deus  (Dn  8:16,17)), obedecem a vontade de Deus (Sl 103:20), executam os propósitos de Deus  (Nm  22:22), e celebram os louvores de Deus  (Jó  38:7;  Sl 148:2).
No NT, onde a palavra angelos os anjos  aparecem como representativos do mundo celestial e  mensageiros  de  Deus. Funções semelhantes às do AT são  atribuídas  a eles,  tais como: servem e louvam a Cristo (Fp 2:9-11;  Hb  1:6), são  espíritos ministradores (Lc 16:22; At 12:7-11;  Hb  1:7,14), transmitem a vontade de Cristo (Mt 2:13,20; At 8:26), obedecem  a vontade  dEle (Mt 6:10), executam os Seus propósitos  (Mt  13:39-42), e celebram os louvores de Cristo (Lc 2:13,14). Ali, os anjos estão  vinculados a eventos especiais, tais como: a concepção  de Cristo (Mt 1:20,21), Seu nascimento (Lc 2:10-12), Sua  ressurreição (Mt 28:5,7) e Sua ascensão e Segunda Vinda (At 1:11).

Miguel o Arcanjo   
 No grego encontramos Michael , heb. mika'el . O nome  Miguel significa "quem é como El (Deus)?".
A  tradição  sobre a existência de arcanjos  não  fazia parte  original da fé judaica. Assim, na literatura bíblica, Miguel é introduzido em Dn 10:13,21 e 12:1 e reaparece no NT em  Jd 9 e Ap 12:7. Embora algumas literaturas tenham Gabriel como outro Arcanjo (totalizando sete na literatura apócrifa e pseudepígrafa, onde quatro  nomes  são revelados:  Miguel,  Gabriel,  Rafael  e Uriel), a Bíblia só revela a existência de um único Arcanjo,  Miguel. Isto é demonstrado pelo fato de que nas duas ocorrências da palavra grega archangelos , "arcanjo", 1Ts 4:16 e Jd 9, o termo só aparece  no singular, ligado unicamente ao nome de Miguel,  donde se  conclui biblicamente que só exista um anjo  assim  denominado Arcanjo, ou anjo-chefe, e que esse Arcanjo chama-se Miguel.
O Miguel que se pode encontrar no NT, surge no AT  apenas no livro de Daniel. Como Miguel , é um ser celestial . Tem, no entanto, responsabilidade especiais como campeão de Israel  contra o anjo rival dos persas (Dn 10:13,21), e ele comanda os exércitos  celestiais contra todas as forças sobrenaturais do mal  na última grande batalha (Dn 12:1). Na literatura judaica recente, bem como nos apócrifos e pseudepígrafos, o nome de Miguel é apresentado como guardião  militar e intercessor de Israel.
No NT, Miguel aparece apenas em duas ocasiões. Em Jd 9, há  referência a uma disputa entre Miguel e o diabo com  respeito ao  corpo de Moisés. Essa passagem é bastante polêmica.  Orígenes acreditava  que isto estaria registrado num apócrifo  chamado  de "Assunção de Moisés", mas a história não aparece nos textos existentes, porém incompletos, desta obra. A literatura rabínica posterior  parece ter conhecimento desta história. O outro texto  em que  Miguel aparece, é Ap 12:7, que retoma o tema de Dn 12:1,  apresentando-se Miguel como sendo o vencedor do dragão  primordial, identificado como Satanás.


SERAFINS 
O termo hebraico é saraph . Quanto à origem exata  e  a significação desse termo, não existe concordância entre os eruditos. Provavelmente, deriva-se da raiz hebraica saraph , cujo  significado é "queimar", o que daria a idéia de que os Serafins  são anjos rebrilhantes, uma vez que essa raiz também pode  significar "consumir com fogo", mas também "rebrilhar" e "refletir".
A única menção a esses seres celestiais nas páginas das Escrituras Sagradas fica no livro de Isaías (Is 6). Os serafins aparecem associados com os Querubins na tarefa de resguardar o trono divino.  Os seres vistos por Isaías tinham forma humana, embora  possuíssem  seis asas (Is 6:2). Estavam postos  acima  do trono  de Deus (Is 6:2a), o que parece indicar que sejam  líderes na adoração ao Senhor. Uma dessas criaturas entoava um refrão que Isaías registra nas palavras: "Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; a terra inteira está cheia da Sua glória" (Is  6:3). Tão vigorosa era esta adoração, que é dito que o limiar do Templo divino se abalava e o santo lugar ficava cheio de fumaça.
Pelo que observamos no texto, parece que para Isaías  os Serafins  constituíam uma ordem de seres  angélicos  responsáveis por certas funções de vigilância e adoração. No entanto,  parecem ser criaturas morais distintas, e não apenas projeções da  imaginação  ou personificação de animais. Suas qualidades morais  eram empregadas exclusivamente no serviço de Deus.

QUERUBINS 
No hebraico, temos keruhbim plural de kerub . No grego cheroub. Palavra de etimologia incerta.
 No AT esses seres são apresentados como  simbólicos  e celestiais. No livro de Gênesis, tinham a incumbência de guardar o caminho para a árvore da vida, no jardim do Éden (Gn 3:24). Uma função semelhante foi credita aos dois Querubins dourados, postos em cada extremidade do propiciatório (a tampa que cobria a  arca no santíssimo lugar - Êx 25:18-22; Cf Hb 9:5), onde simbolicamente  protegiam os objetos guardados na arca, e proviam,  com  suas asas  estendidas, um pedestal visível para o trono  invisível  de Yahweh (veja Sl 80:1 e 99:1, para entender essa figura). No livro de  Ezequiel (Ez 10), o trono-carruagem de Deus,  que  continuava sustentado por Querubins, tornava-se móvel. Também foram bordados Querubins nas cortinas e véus do Tabernáculo, bem como estampados nas paredes do Templo (Êx 26:31; 2Cr 3:7).
Tem sido objeto de críticas acirradas, o fato de que os povos  vizinhos de Israel possuíam criaturas  aladas  simbólicas. Especialmente  os  heteus popularizaram os grifos,  uma  criatura altamente complicada com corpo de leão, cabeça e asas de águia  e com a aparência geral semelhante à de uma esfinge. Por estes  motivos,  alguns críticos têm conjeturado que Israel tenha  tomado esse  costume por empréstimo desses povos vizinhos.  No  entanto, fica bastante claro que a situação é inversa: os povos vizinhos é que deturparam a simbologia israelita, adaptando-a às suas  crendices.  Exemplo disto, é a conhecida "Epopéia de Gilgamesh",  uma história babilônica do dilúvio, obviamente tomada por  empréstimo do relato bíblico. 


GABRIEL  
O  vocábulo hebraico Gabriel significa "homem de  Deus" (heb. geber , "varão" e El - forma abreviada de Elohim , "Deus").
 No  AT,  Gabriel aparece apenas em Daniel, e  ali  como mensageiro  celestial  que surge na forma de um homem  (Dn  8:16; 9:21). Suas funções são: revelar o futuro ao interpretar uma  visão  (Dn 8:17), e dar entendimento e sabedoria ao próprio  Daniel (Dn 9:22).
No NT, Gabriel surge somente na narrativa de Lucas  que descreve o nascimento de Cristo. Ali, ele é o mensageiro  angelical  que anuncia grandes eventos: o nascimento de João (Lc  1:11-20) e de Jesus (Lc 1:26-38). Também é apresentado como aquele que "assiste diante de Deus" (Lc 1:19). Destes casos, conclui-se  que Gabriel  é o portador das grandes mensagens divinas  aos  homens.
são encontrados em trinta e cinco livros da Bíblia, e em duzentas e setenta e cinco referências.

Os anjos foram criados num estado de santidade, têm arbítrio [resolução dependente da vontade (Judas 1:6).
Eles são inumeráveis (Heb 12:22).
São seres espirituais (Heb 1:14).
Não se reproduzem (Mar 12:25).

Não se adora Anjos
“Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão, Colossenses 2:18“

“E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia. Apocalipse 19:10“

“E eu, João, sou aquele que vi e ouvi estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava para o adorar.
E disse-me: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus. Apocalipse 22:8,9“






O QUE É IGREJA?


Igreja são pessoas, são todos os seres humanos que compartilham os ensinamentos de Cristo, igreja é você, sua família e amigos. É um organismo e não uma organização institucional com tradições, regras, tabus, usos e costumes e todo tipo de cerimônia religiosa eclesiástica como se tem nas instituições empresariais clericais. 


Como então surgiu esse termo errado?
No ano de 190 d.C. pela primeira  vez, a palavra Igreja foi utilizada para dizer que era lugar, um templo de pedra de reunião dos religiosos, mas nem sempre for assim. Os templos religiosos como se conhecem hoje surgiram a partir do ano 313 por Constantino o Grande. 
Na época dos Apóstolos e seus seguidores, os cristão não chamavam o lugar de reunião de templos até o séc V, no ano 327 a arquitetura desses templos seguiam os modelos das basilicas que eram sedes governamentais da Grécia e de Roma, no interior dessas basílicas foram construídas uma plataforma elevada acima do nível da congregação, nessa plataforma tinha uma cadeira, que era chamada de Cátedra, a Excatedra como era chamada, era o trono do Tribuno, Juiz ou algum líder local do prédio administrativo que eram às Basíiicas, com o tempo a Instituição Católica Romana transfere aos sacerdotes Católicos como Bispo, Padres, o lugar mais honrado da basílica que agora se torna o templo religioso, o líder religioso falava sentado, e sua posição era de tal maneira que o sol batia na face do Bispo.
Ao passar do tempo as antigas Basílicas param de ser prédios administrativos burocráticos e dão lugar a Religião Católica e esta chama estes lugares de Catedrais por causa das cadeiras que tinham posição de destaque no lugar de mais proeminência no salão e dai vem o termo Igreja a estes prédios, e desde então, o termo Igreja é atribuído ao prédio de pedra e não mais aos seres humanos. 
A Religião Evangélica adotou vários preceitos Católicos como Ceia, Dízimos, Campanhas que os Católicos chamam de Novenas, usos de objetos ungidos que na Religião Católica é chamado de objetos benzidos, o uso da água ungida, que na Religião Católica é chamado de água benta, e como não podia deixar de ser, o termo Igreja é atribuído pelos Evangélicos a o prédio de pedra, imitando a Religião Católica que foi a inventora desse erro crasso e herético. 
No evangelho de Cristo todos nós somos chamados para ser Igreja e não ir à Igreja pois esse termo se caracteriza como templo de pedra, igreja é quem somos e como somos, não onde vamos 

Jesus Cristo por várias vezes pregou dentro do Templo de Pedra;
Jesus lhe respondeu: Eu falei abertamente ao mundo; eu sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde os judeus sempre se ajuntam, e nada disse em oculto.
Para que me perguntas a mim? Pergunta aos que ouviram o que é que lhes ensinei; eis que eles sabem o que eu lhes tenho dito.
E, tendo dito isto, um dos servidores que ali estavam, deu uma bofetada em Jesus, dizendo: Assim respondes ao sumo sacerdote?
Respondeu-lhe Jesus: Se falei mal, dá testemunho do mal; e, se bem, por que me feres? João 18:20-23

Então pegaram em pedras para lhe atirarem; mas Jesus ocultou-se, e saiu do templo, passando pelo meio deles, e assim se retirou. João 8:59

E pela manhã cedo tornou para o templo, e todo o povo vinha ter com ele, e, assentando-se, os ensinava.
E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério; João 8:2,3

E de dia ensinava no templo, e à noite, saindo, ficava no monte chamado das Oliveiras.
E todo o povo ia ter com ele ao templo, de manhã cedo, para o ouvir. Lucas 21:37,38

E, chegando ao templo, acercaram-se dele, estando já ensinando, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo, dizendo: Com que autoridade fazes isto? e quem te deu tal autoridade? Mateus 21:23

E ensinava no sábado, numa das sinagogas. Lucas 13:10

E tendo feito um azorrague de cordéis, lançou todos fora do templo, também os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas; João 2:15

Ele disse estas coisas na sinagoga, ensinando em Cafarnaum.
Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir? Sabendo, pois, Jesus em si mesmo que os seus discípulos murmuravam disto, disse-lhes: Isto escandaliza-vos? João 6:59-61

Entraram em Cafarnaum e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava.
E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas. Marcos 1:21,22

E, chegando à sua pátria, ensinava-os na sinagoga deles, de sorte que se maravilhavam, e diziam: De onde veio a este a sabedoria, e estas maravilhas? Mateus 13:54

E todos, na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira.
E, levantando-se, o expulsaram da cidade, e o levaram até ao cume do monte em que a cidade deles estava edificada, para dali o precipitarem. Lucas 4:28,29

Mas ele dentro do templo, ou sinagoga, pregava contra o falso ensino, conta a religião vigente da época, jamais concordava com o que era pregado dentro do templo que para os religiosos da época era dito como sagrado. 


Os Apóstolos pregam dentro do Templo de Pedra;
E Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona. Atos 3:1

E, chegando um, anunciou-lhes, dizendo: Eis que os homens que encerrastes na prisão estão no templo e ensinam ao povo.
Então foi o capitão com os servidores, e os trouxe, não com violência (porque temiam ser apedrejados pelo povo). Atos 5:25,26

Retiraram-se, pois, da presença do conselho, regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus.
E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo. Atos 5:41,42

E, ouvindo eles isto, entraram de manhã cedo no templo, e ensinavam. Chegando, porém, o sumo sacerdote e os que estavam com ele, convocaram o conselho, e a todos os anciãos dos filhos de Israel, e enviaram ao cárcere, para que de lá os trouxessem. Atos 5:21

Tal como Jesus, os Apóstolos dentro do templo, ou sinagoga, pregavam contra o falso ensino, conta a religião vigente da época, jamais concordava com o que era pregado dentro do templo que para os religiosos da época era dito como sagrado.

O templo de pedra não é santo e nem sagrado, o ser humano sim é sagrado pois nós somos o templo de Deus;

Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo. 1 Coríntios 3:17

Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? 
Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo. 1 Coríntios 3:16,17

Deus Habita Nestes Lugares?
De maneira alguma, Deus não Habita em templos, sinagogas, sedes, salão ou seja lá o que for, feito por mãos humanas, esses lugares nada querem dizer, não representam a presença de Deus, não traz sua divina localização presente, pois são apenas construções de blocos, cimento e pedra frios, vazios, frívolos e nada mais. 
Pois Deus não habita em templos feitos por mãos de homens, 
Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta: Atos 7:48

O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens;
Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas;  Atos 17:24,25

Nós ouvimos-lhe dizer: Eu derrubarei este templo, construído por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, não feito por mãos de homens. Marcos 14:58

Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei.
Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias?
Mas ele falava do templo do seu corpo. João 2:19-21

E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. 2 Coríntios 6:16

Então, Onde Adorar?
Na verdade não é estabelecido um lugar geográfico onde devamos adorar a Deus, não existe um local específico onde devamos ir para tal feito, não é aqui, nem ali, mas em qualquer lugar. 
Não é onde se adora e sim como se adora a Deus;

Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.
Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.
Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus.
Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.
A mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo.
Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo. João 4:20-26

Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles. Mateus 18:20





sexta-feira, 4 de maio de 2018

TEMPLÁRIOS - OS PADRES GUERREIROS


Antescendentes
Com a criação da instituição religiosa católica, lugares como Éfeso, Damasco, Patmos, Megido, Jerusalém, Antioquia, etc começaram a ser visitadas e reverenciadas pois eram conhecidos como lugares sagrados, lugares santos. 
Antes mesmo da instituição religiosa católica já era costume dos religiosos que eram contrários aos ensinamentos dos Apóstolos a adorar objetos santos ou ungidos, rezavam pelos mortos, demonizavam quem era canhoto, faziam o uso de velas para os mortos e para os que eles chamavam de santos, já tinha uma proto teologia mariana, ou seja, já se adorava Maria à mãe de Jesus como uma santa e se dizia que ela morreu virgem, e como não podia deixar de ser, se fazia peregrinação as cidades que eles consideravam santas, destes lugares mencionados acima, Jerusalém era e é ainda hoje o lugar mais adorado, venerado e idolatrado pelos religiosos institucionais do mundo. 
Antes da criação da chamada Igreja Católica Apostólica Romana estes costumes heréticos que já foram mencionados era mortalmente combatidos pelos Apóstolos e por seus seguidores, já havia uma guerra teológica contra estes falsos ensinamentos, mas pessoas com poder e influência na sociedade tinham mais notoriedade e estes eram adeptos dos falsos ensinamentos, e estes costumes de se fazer tal doutrina errática era chamada na época de Gnosticismo que eram crenças políticas/religiosas que misturava todos os tipos de tradições doutrinárias e todos os tipos de usos e costumes religiosos, como também todos os tipos de dogmas eclesiásticos de vários povos, ou seja, o Gnosticismo que era combatida pelos Apóstolos e seus seguidores no terceiro século ganhou força atroz e monstruosa, quem era contra tal ensino era contra Deus e era brutalmente perseguido, muitos fidalgos e nobres romanos já eram adeptos a esse falso ensino e com o tempo, foi introduzidos mais heresias no movimento, como culto a Mitra que com o tempo foi misturado com a figura de Jesus Cristo e muito mais heresias foram postas ao longo do tempo, como a peregrinação das terras sagradas e destas, Jerusalém era a mais visitada e adorada. 
Com a ascensão de Constantino, é institucionalizada o Gnosticismo com o nome de Igreja Católica Apostólica Romana e o resto todos já sabem. 

Acontecimentos
Mas há um problema em Jerusalém, pois com a queda do Império Romano, Jerusalém e muitos lugares do Oriente Médio está sob o domínio do Império Árabe que expulsou os bizantinos da região e começaram a cobrar taxas para os peregrinos católicos que iam visitar à cidade. 
Jerusalém como toda Palestina é um lugar estratégico pois sua localidade favorece as rotas comerciais, é uma região que é possível estabelecer uma mobilização militar excepcional e sua posição favorece a comunicação com vários lugares, seja por terra, seja por mar, sem nos esquecer que é a cidade santa e terra mãe de Jesus, por isso, vários povos ao longo tempo, lutavam por causa desta região. 
O Império Árabe na época comandava aquele lugar, os infiéis, ou seja, todos aqueles que não eram da fé islâmica eram livres para adora na cidade, desde que pagassem uma taxa, o que era repudiado pelos Judeus e Católicos. 
Os imperadores Bizantinos por séculos eram conhecidos como os guardiões da Terra Santa, até serem expulsos e derrotados no ano 1071, quando o exército do Imperador Bizantino Alessio Comneno serem derrotadas pelo turcos e por conseguinte à cidade ficou sob o domínio islâmico. 
Mas algo tinha que ser feito, pois era inconcebível que Jerusalém ficasse nas mãos dos islamistas e não nas mãos dos católicos, com o tempo foi-se estudando uma solução do problema Árabe em Jerusalém e a única maneira de expulsar os islâmicos da região era guerreando contra eles. 
As cruzadas nasceram com a finalidade de expulsar os Árabes e outros povos que não pertenciam a fé Católica da Palestina, pois, segundo o pensamento europeu, eles não eram Cristãos e pagar tributo aos infiéis da fé islâmica era um absurdo, sem contar o perigo que era à viagem da Europa até à Palestina, e não nos esqueçamos que era um problema viajar e se estabelecer na Terra Santa, pois toda economia local era dominada pelos Islâmicos como hospedagem, comida, etc. 
Além de enfrentar os perigos da viagem da Europa até à Palestina, o peregrino enfrentava ladrões e todos os tipos de perigos de uma estafante e custosa viagem e chegando na região da à Cidade Santa, o mesmo tinha que comer, banhar-se, dormir, etc e tudo isto era dominado pelos Muçulmanos. 
Havia também a guerra religiosa, pois Judeus, Católicos e os Islamistas revindicavam cada um para si o título de "religião de Deus" e as outras eram a religião do demônio, tal epiteto claro trazia automaticamente embates teológicos e doutrinários ferrenhos, fervorosos e que muita vezes iam para o campo da violência e por conseguinte, brigas, lutas e combates. Não era só uma guerra de religiões, era também guerra étnica e comercial, eram povos que não se entendiam e que cada um dizia que sua respectiva religião era verdadeira em detrimento das demais. 

Nascimento da Ordem
Tais eventos trouxe reflexões na Europa, pois tinha que haver uma solução para o problema Palestino, como proteger os peregrinos? Como expulsar os Árabes da Terra Santa? Como voltar a dominar o Oriente Médio?  
No ano de 1095 estoura a primeira cruzada, piorando mais ainda a já deplorável situação em Jerusalém, o Papa Urbano II declara guerra oficialmente contra os Muçulmanos, havia de se fazer uma contra medida urgente, no ano de 1118 Hugo de Payns funda a Ordem dos Cavaleiros do Templo com oito cavaleiros, dos quais dois eram irmãos e todos eram seus parentes, alguns de sangue e outros de casamento, para formar a Ordem do Templo de Jerusalém.
Os outros cavaleiros eram: Godofredo de Saint-Omer, Arcambaldo de Saint-Aignan, Payan de Montdidier, Godofredo Bissot, Hugo Rigaldo, Rolando e Gondemaro e Hugo de Champanhe o famoso Conde de Champanhe. Este último jamais poderia ser ignorado, pois era um homem de muita influência, pertencente à casta mais alta das famílias francesas e tinha um absoluto controle da política de mais da metade da Europa. 
Com o tempo há mais ingressos na ordem, pois havia um problema na Europa com os cavaleiros que não tinham uma guerra para lutar, eram profissionais militares que se encontravam desempregados, estes começaram a promover saques e roubos, quando não ofereciam seus serviços marciais como mercenários para algum senhor feudal ou para algum nobre, eram homens da guerra que viviam como bandidos, mas e se estes homens servissem a uma causa nobre, e se estes guerreiros prestassem seus serviços à causa de Deus? Eles teriam comida, moradia e uma causa justa a que lutar e ou até mesmo morrer, foi isso que fez Hugo de Payns ao convidar estes homens à Ordem do Templo. 
Foi complicado o ingresso destes na Ordem dos Templários pois eram homens sem disciplina, incultos, imorais e sem o mínimo de civilidade que não obedeciam regras, De Payns pede ajuda a Bernardo de Clairvaux um parente muito respeitado, segundo cartas que pertenciam à Abadia de Molesmes
Bernardo de Clarirvaux era parente de Hugo de Payns e de família nobre, assim como Payns, Bernardo havia escolhido o caminho do claustro as 21 anos, no ano de 1128, Bernardo participou do Concílio de Troyes, que delineou a regra monástica que guiaria os Cavaleiros Templários e que rapidamente tornou-se o ideal de nobreza utilizado no mundo Católico, Bernardo elaborou às regras doutrinárias dos Cavaleiros Templários. 

Fundação Oficial
Hugo de Paynes  e mais oito pessoas no ano de 1118 após a Primeira Cruzada com apoio do rei Balduíno II de Jerusalém que os acolheu em seu palácio, nasce assim os Pobres Cavaleiros de Cristo, por se estabelecerem no monte do Templo de Salomão ficaram conhecidos como A Ordem do Templo e também com Templários, o intuito da ordem era proteger os romeiros ou peregrinos que iam visitar Jerusalém, conhecida como Cidade Santa, pois era perigoso a jornada, muitos eram vítimas de ladrões e criminosos ao longo do caminho e uma vez na Palestina, os Católicos tinham o problema Muçulmano que estavam em guerra contra os Católicos. 
Hugo de Payens e mais 5 cavaleiros se dirigem à Roma visando solicitar ao papa Honório II o reconhecimento oficial da Ordem em 1127 eles conseguem não só o reconhecimento como também conseguem  o apoio e influência de Bernardo de Claraval, no Concílio de Troyes em 13 de janeiro de 1128, a ordem ganhou isenções e privilégios oficialmente no dia  29 de março de 1139 pelo papa Inocêncio II com a Bula Papal Omne Datum Optimum era subordinada somente ao Papa e a mais ninguém. 

As Regras
As regras que culto padre Bernardo de Clairvaux criou para os Templários tinham as seguintes diretrizes, fazer votos de pobreza, castidade e obediência, regra era bem típica de uma sociedade feudal,  abster-se de carne às quartas-feiras, como dois cavaleiros deveriam comer do mesmo prato, o termo correto para designar o maior superior hierárquico era Mestre do Templo e não grão-mestre, como lhe é referido nos dias atuais. Dos mais árduos mandamentos, o da castidade realmente era o mais espinhoso, e os membros da ordem tinham que seguir uma árdua rotina de missas, cultos, rezas e ritos que podiam durar nove horas. 
Muitos membros tinham dificuldades para se adaptar à uma vida com uma rotina pesada, ele não entendiam que agora eles eram padres, sim eram guerreiros, para estes, morrer no campo de batalha não tinha problema, mas esta dura rotina religiosa e o voto de castidade realmente eram problemas que foi complicado para adaptação. 
Mas estes deveriam obedecer o código do cavaleiro, ter um elevado senso de justiça, honra e ética. 
"Um cavaleiro templário é verdadeiramente um cavaleiro destemido e seguro de todos os lados, para sua alma, é protegida pela armadura da fé, assim como seu corpo está protegido pela armadura de aço. Ele é, portanto, duplamente armado e sem ter a necessidade de medos de demônios e nem de homens.
Bernard de Clairvaux, c. 1135, De Laude Novae Militae—In Praise of the New Knighthood"

Finanças Templárias
Mas nem tudo eram orações e guerras, os templários usavam as propriedades que lhes eram doadas para plantar trigo, cevada e criar animais. Assim a subsistência dos cavaleiros se dava com a venda de trigo, cevada, lã de carneiro, carne de bovinos e queijo feito com leite dos animais criados nas propriedades templárias. 
Os padres soldados também tinham o seu lado financeiro pois como custear comida, abrigo, montaria e principalmente, armas para os padres guerreiros? Pois era caro manter estes homens em Jerusalém para guerrear contra os Sarracenos. Os padres soldados viviam de doações e tudo que era doado a eles era convertido em dinheiro para tal custosa campanha religiosa/militar. 
Para os padres soldados era melhor sempre converter as doações em dinheiro por causa da sua logística, por causa da guerra, estavam sempre em movimento e precisavam trocar moedas, ou seja, sempre tinham que converter bens em moedas e depois converter o dinheiro na moeda local, a isso é chamado de câmbio e com o passar do tempo, estes padres guerreiros passaram a ter um hábil conhecimento em finanças e contabilidade, passando a não apenas ser padres e guerreiros, mas também grandes contabilistas e financistas. 
Com isso foi possível tais padres combatentes a ter grandes técnicas bancárias e financeiras e com o tempo se transformaram em grandes negociantes. 
Além das doações de seculares à ordem, os Templários também recebiam constantes benesses do Papado. 

1139 - Bula Omne Datum Optimum: A Ordem é oficialmente reconhecida pela Igreja Católica e lhe dá proteção.

1144 - Bula Milites Templi: Os Católicos são incentivados a doar bens à Ordem

1145 - Bula Milicia Dei: Aumenta a autonomia da Ordem junto à Igreja

1198 - Bula Dilecti Filli Nostri: Garantia à Ordem a usufruto completo das doações que recebiam.

1212 - Bula Cum Dilectis Filiis: Reafirma a Bula Dilecti Filli Nostri.

1229 - Bula Ipsa Nos Cogit Pietas: Isenta a Ordem do pagamento do dízimo da defesa da Terra Santa.

Estas Bulas Papais que beneficiaram por demais os padres soldados foi crucial também para aumentar o número de inimigos ao longo do tempo. 



Política e Diplomacia Templária
Os templários também eram hábeis diplomatas, eles se encontravam no centro das negociações políticas da época, desenvolvendo assim uma enorme capacidade relações públicas com Papas, Soberanos da Europa, Imperadores Bizantinos, nem tudo eram guerras, os padres também buscavam entendimento com os Muçulmanos, não era somente guerras e matanças com se acredita no imaginário contemporâneo. 
Por vezes alimentavam ou não as discórdias entre o inimigo do inimigo, eram às vezes amigo do inimigo ou inimigo do amigo, tudo dependia por onde ia pender a balança, o soldados padres eram habilidosos diplomatas e políticos, evitando por vezes mortes e carnificinas de ambos os lados. Estes monges tinham uma extrema habilidade política, chegando a ser em algumas ocasiões ter relações de cordialidade com alguns emires muçulmanos, para eles, ter uma boa convivência com estes, impunha ter o mais elementar respeito às reciprocidades. 

Inimigos
Os padres guerreiros tinham inimigos mortais, não me refiro aos Islâmicos que foi por causa destes que foi criada à Ordem dos Padres Guerreiros e sim aos Fidalgos, Nobres, Comerciantes e Ricos Senhores Feudais que eram da mesma religião dos Templários ou seja eram Católicos, estes odiavam os Cavaleiros Padres por eles terem algumas isenções fiscais, pois eram por sua vez sacerdotes e tinham suas obrigações sacerdotais como todos os sacerdotes tem, tinham apoio e proteção do Papa, aumentando assim seu prestígio e influência na sociedade medieval, os monges tinham também altos privilégios e para agravar o ódio de seus inimigos, os padres guerreiros tinham autonomia política e autonomia judiciária. 
Apesar de os Cavaleiros do Templo não possuírem nada eles tinham poder e influência, o que eles poderiam ter de bens materiais não poderia passar de quatro denários, tudo que ia além destes valores, tinham que ser empregados na guerra na Terra Santa,por essa razão que eles tinham isenção fiscal. 
Os templários usavam as propriedades que lhes eram doadas para plantar trigo, cevada e criar animais. Assim a subsistência dos cavaleiros se dava com a venda de trigo, cevada, lã de carneiro, carne de bovinos e queijo feito com leite dos animais criados nas propriedades templárias.

A Queda
As Cruzadas foram um infortúnio que custou caro para os Europeus, um enorme gasto de dinheiro e mortes de seus cidadãos que foram guerrear na Palestina sem o sucesso esperado, pois eles não conseguiram expulsar os Muçulmanos da região e a coisa saiu contrário ao que eles queriam, os Islâmicos ficaram mais fortes e ocuparam ainda mais a região.  
Havia outro problema, a falta de gente necessária para combater e expulsar os Muçulmanos da região, desde o início das Cruzadas os Católicos tiveram de enfrentar o problema de contingente necessário para lutar na Terra Santa, pois somente os Padres Templários não eram suficiente para guerrear, o exército europeu sempre foi ínfimo se comparar ao exército Islâmico. 
O Rei Felipe o Belo da França estava em constantes desentendimento com o Papa Bonifácio VIII.
Os progressos islâmicos na Terra Santa tornavam sempre mais distante a esperança de reconquistar Jerusalém e as guerras se tornavam cada vez mais raras, de fato, já inúteis, dada a prevalência do inimigo, o Templo havia lentamente se adaptado às novas condições históricas, procurando valorizar o setor financeiro que, já no curso daquele século, estava se tornando a sua atividade principal: o quartel-general de Paris tornou-se a tesouraria da Coroa francesa e foi enriquecida por uma imponente torre para alojar os seus cofres. 
O progresso no campo financeiro acabou por alterar sensivelmente o equilíbrio interno da instituição: antigamente, os verdadeiros Templários eram apenas milites, isto é, profissionais da guerra a cavalo, pertencentes à condição cavalheiresca, sendo que aqueles que desenvolvessem atribuições de serviço se colocavam em um nível inferior. Se naquela época as relações de poder eram unicamente ligadas à função bélica, a evolução ocorrida na segunda metade do século reavaliou muitíssimo um tipo particular de atividade: a mercantil-financeira. 
Para prosperar na atividade que os tempos forçosamente impunham ao Templo, ou seja, a estocagem e o investimento de dinheiro recolhido para a cruzada, era necessária a utilização de contabilistas, administradores, escrivães: esse gênero de atividade requeria uma espécie de instrução técnico-prática que era especialidade das famílias burguesas, dedicadas ao comércio, atividade desprezada pela nobreza a que pertenciam os milites que continuavam a fundar o seu negócio baseado na arte da guerra. Esse estado de coisas fez que, na segunda metade daquele século, alguns encarregados em gestão, um tipo inexistente ou subestimado, transformassem-se em atividades de grande poder que, todavia, não eram acessíveis aos cavaleiros por motivos de incompetência: como exemplo, havia o cargo de Tesoureiro central, administrador que residia na fortaleza da Torre do Templo de Paris e que tinha um papel central nas finanças de todo o reino da França, ou então a atividade de Recebedor da região de Champagne, que arrecadava e fazia render os impostos régios, pagos pelo riquíssimo condado onde estavam sediadas as mais importantes feiras do Ocidente. Tanto o Recebedor quanto o Tesoureiro central deviam necessariamente empenhar-se em manter com a Coroa da França uma boa reciprocidade, dadas as relações entre as duas instituições.
Assim, nos últimos anos do século, formavam-se como dois pólos de poder na Ordem Templária: o do Chipre, composto sobretudo de militares sempre empenhados no diálogo diplomático com os governos cristãos do Oriente, a fim de estudar novos planos de recuperação da Terra Santa, e o do Ocidente, guiado por sargentos financeiros e cavaleiros com funções administrativas e diplomáticas que tinham prioridade nos acordos com as coroas europeias. Logo depois da morte de Guillaume de Beaujeu, o Grão-Mestre tombado heroicamente na tentativa de defender Acri, os Templários refugiados no Chipre tiveram de eleger seu sucessor em caráter emergencial. Antes disso, porém, um cavaleiro do condado franco chamado Jacques De Molay, que havia ganhado notoriedade após obter importantes cargos pouco após entrar na Ordem, exortou os demais dirigentes a tomar certas providências para erradicar certos fenômenos de corrupção e imoralidade que se difundiam com os hábitos dos Templários, antes que esses costumes pudessem causar a eles sérios problemas. Jacques De Molay era um experiente padre guerreiro que assumiu a chefia da ordem, mas que teve problemas com os nobres franceses e o Rei Felipe IV o Belo que via nos Templários uma instituição rica e próspera, que em nada lembrava à ordem que fora um dia, de uma instituição religiosa guardiã, tornou-se uma milionária instituição financeira, o Rei e seus correligionários queria a dissolução da Ordem do Templo. Acusados de Simonia, Avareza, Bruxaria e Homossexualismo, os Cavaleiros da Ordem do Templo foram presos, torturados e assassinados a mando do Rei, que morreram queimados no ano 1312. Claro que a Ordem do Templo era uma instituição religiosa, eles adoravam Maria, rezavam pelos mortos, ascendiam velas para os mortos, cultuavam anjos, criam no purgatório, adotaram o celibato clerical, etc, eram Católicos, acreditavam nessa falsa religião institucional, mas as acusações que eram feitas a eles não foram provadas até hoje, de várias investigações que se fez na época, de provas concretas não houve nenhuma, é provado que o Rei Felipe o Belo e seus correligionários subornou, ameaçou e manipulou testemunhas, como também manipulou a situação, contando com um Papa omisso e fraco, foi fácil acabar com à Ordem do Templo para assim confiscar seus bens, dinheiro e propriedades.  


A Maldição de Jacques De Molay
Antes de morrer, De Molay disse suas últimas palavras:
"NEKAN, ADONAI !!! CHOL-BEGOAL !!! PAPA CLEMENTE... CAVALEIRO GUILHERME DE NOGARET... REI FILIPE: INTIMO-OS A COMPARECER PERANTE O TRIBUNAL DE DEUS DENTRO DE UM ANO PARA RECEBEREM O JUSTO CASTIGO. MALDITOS! MALDITOS! TODOS MALDITOS ATÉ A DÉCIMA TERCEIRA GERAÇÃO DE VOSSAS RAÇAS!!!"
Do Palácio Real, Filipe IV o Belo assistia a morte de De Molay e ouvira suas maldições. Mais tarde comentou com Nogaret: "Cometi um erro, devia ter mandado arrancar a língua de De Molay antes de queimá-lo."
Quarenta dias depois, Filipe e Nogaret recebem uma mensagem: "O Papa Clemente V morrera em Roquemaure na madrugada de 19 para 20 de abril, por causa de uma infecção intestinal", (o Papa já se encontrava doente já havia muito tempo) Filipe e Nogaret olharam-se e empalideceram.
Rei Filipe IV, o Belo, faleceu em 29 de novembro de 1314, com 46 anos de idade, quando caiu de um cavalo durante uma caçada em Fountainebleau.
Guillaume de Nogaret acabou falecendo numa manhã da terceira semana de dezembro, envenenado.
Após a morte de Filipe, a sua dinastia, que governava a França a mais de 3 séculos, foi perdendo a força e o prestígio. Junto a isso veio a Peste Negra e a Guerra dos Cem Anos, a qual tirou a dinastia dos Capetos do poder, passando para a dinastia dos Valois.

Ligação com a Maçonaria?
Os Cavaleiros da Ordem do Templo por vezes são associados a Maçonaria, a maçonaria começou no ano de 1460, nas cidades de Alberdeen e Killwning na Escócia, tem-se já, atas oficiais que provam que ainda na Idade Média, já existiam agremiações maçônicas. Isso dá 148 anos depois da Ordem dos Padres Solados ser extinto pelo Rei Felipe IV em 1312.
Na época de seu declínio os Templários foram brutalmente caçados, muitos foram presos, torturados e assassinados, os membros da ordem e seus simpatizantes não podiam dizer abertamente seu apreço pela Ordem do Templo, eles se escondiam, ocultando-se da sociedade e se comunicavam por gestos e sinais, se reuniam em lugaras ocultos e viviam sumidos da vista da sociedade, tornando-se um grupo secreto e camuflado.
Nos seus 194 anos de existência não existia nada que nos lembrasse a Maçonaria ou os Illuminatis, nem se cogitava tal coisa. Antes da Maçonaria o que existia no mundo era o Movimento do Gnosticismo que era uma mistura de tudo que na época era dito como Paganismo, os Gnósticos misturavam todas as religiões, seitas e denominações que existiram na época, juntaram e harmonizaram todas, criando assim uma nova religião e no ano 313 é criada enfim a Religião Católica Romana.
Quando morreram os Apóstolos, seus seguidores continuaram a divulgar as mensagens de Cristo, e sofreram arduamente contra outros ensinos que não eram verdadeiros, foram brutalmente perseguidos por aqueles que adotaram esse conceito errôneo Gnóstico, tudo isso antes de existir como Instituição Católica, eram divulgados doutrinas estranhas e à mulher ao longo da Idade Média, dentro já da criada Igreja Católica Apostólica Romana não tinha direitos e nem liberdade, à mulher não podia ler, aprender teologia e nem se expressar, e tudo isso era feito nos moldes do catolicismo romano, que era o antigo movimento Gnóstico. Havia também o costume de matar quem era canhoto, o costume de se alto flagelar que tem até hoje na Opus Day por exemplo, todas essas doutrinas diabólicas eram pregados no movimento do Gnosticismo ainda na era Apostólica, que foi ganhando força e que entrou na Instituição Católica Romana, e quem era contrário a essas doutrinas eram caçados e assassinados, por acusação de heresia ou bruxaria.
Como não existia a Maçonaria na época dos Templários e os mesmos viviam escondidos era inconcebível na época vincular a Maçonaria aos Templários, mas depois de instituído e feito a Maçonaria, seus integrantes adquiriram os conceitos da Ordem do Templo de Salomão, eles também associaram todo conceito da religião Mitra e do Gnosticismo, como também conceitos da Cabala, Religião Judaica, Religião Grega, Romana, Religião Indu, Catolicismo etc.
Claro que desde quando foi criada a Maçonaria e foi introduzidos conceitos da Ordem do Templo, a ligação com os antigos Cavaleiros da Ordem Templária é forte, pois estes antes perseguidos e esquecidos, hoje eles são reverenciados pelos Maçons.
Portanto, só é possível hoje vincular a Maçonaria com os Templários porque os Maçons resgataram todo o conceito dos Cavaleiros da Ordem do Templo, mas lembremos que quando foi criada à Ordem dos Padres Soldados, nem se sonhava existir a Maçonaria.

sábado, 28 de abril de 2018

O SAGRADO


A palavra Sagrado vem do latim Sacrum e a palavra Santo vem também do latim Sanctum. 
Ambas as palavras referem-se ao divino e coisas que estão sob seu poder, referem-se também a objetos e lugares que são considerados especiais, divinos. 
O sagrado é intimamente relacionado com o que é santo, venerável, imaculado, excelso, glorioso, milagroso e primoroso. 
Na religião é comum atribuir tal conceito a pessoas, principalmente aos que tem uma profissão religiosa, caso dos sacerdotes por exemplo, também aceita-se o termo do sagrado a dias santos, como feriados religiosos, há os objetos ungidos, santos ou bentos que os homens idolatram copiosamente. Muito comum adotar lugares geográficos como lugares sagrados, uma montanha (monte), cidade, país, bairro, etc. Também há os que veneram, cultuam e idolatram construções como templo sagrado, capela, ou algum tipo de salão, abadia, chamando tais prédios de santuário, catedral, templo, basílica, etc, chamando esses lugares de casa de deus, igreja, sé, etc.
O termo sagrado como é descrito pelas religiões tradicionais é heresia, pois ser santo segundo o que está escrito na Bíblia é que nós somos santos:

Porque eu sou o Senhor, que vos fiz subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus, e para que sejais santos; porque eu sou santo. Levítico 11:45

Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo. Levítico 19:2

Para confirmar os vossos corações, para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo com todos os seus santos. 1 Tessalonicenses 3:13

Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo. 1 Pedro 1:16
Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo. 1 Coríntios 3:17

E nós somos santos porque o Senhor Deus é Santo: 
Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver;
Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo. 1 Pedro 1:15,16

Não há santo como o Senhor; porque não há outro fora de ti; e rocha nenhuma há como o nosso Deus. 1 Samuel 2:2
Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o Senhor vosso Deus. Levítico 20:7

Portanto, ser santo é ter o caráter de Cristo, imitar suas boas ações. dar bom exemplo de conduta e não idolatrar lugares, pessoas, objetos e coisas como se faz na religião. 

PARAISO


Dependendo da religião, dogma ou denominação religiosa o conceito de Paraíso muda muito, mas todos concordam que são poucos os que conseguem alcançar a tão sonhada vida plena e frutífera, uma vez que todos morremos, o que acontece depois da morte é pura especulação religiosa, pois ninguém sabe exatamente para onde vamos depois de mortos e se é que realmente iremos, pois dado as condições pecaminosas dos seres humanos, dificilmente alcançaremos o tão sonhado descanso eterno. 

Candomblé
O paraíso é chamado de Orum que é regido por Olorum o deus supremo e criador de todas as coisas. Os seres humanos moram no Aiê que é à Terra e uma vez mortos os humanos vão morar em Orum que é o espaço sem forma, porém infinito onde também moram junto com do deus Olorum os Orixás. 
Quando os humanos mortos vão morar em Olorum eles passam a serem divinizados e são cultuados pelos vivos como ancestrais divinos, pois convivem com outros deuses e antigos reis. 

Espiritismo
Não existe um céu definitivo. Mas a alma reencarna sucessivas vezes, em busca da evolução espiritual. À medida que vai melhorando em termos de autocontrole e caridade para com o próximo, ela segue para diferentes planetas, luas e todos os corpos celestes que existem em todo o Universo. Dentro do nosso sistema solar, a terra é o segundo lugar menos evoluído, melhor apenas do que Marte. Em Vênus e na Lua, as almas que viveram uma vida justa seguem adiante para continuar seu aprendizado num ambiente mais pacífico. Já em Júpiter, viveriam as almas mais elevadas de toda a vizinhança. Ali, segundo a descrição publicada por Kardec em 1858, o espírito do compositor Wolfgang Amadeus Mozart vive em uma mansão suntuosa.


Xintoismo
Takama Ga Hara é um espaço ligado ao mundo terreno por uma ponte que flutua sozinha, chamada Ama No Uki Hashi e que só pode ser atravessada pelas pessoas que conquistaram o direito de conviver com os seres celestiais, os Amatsukami, em especial Amaterasu, a deusa que cuida do Sol.

Confussionismo
Tian é a terra onde ficam as casas dos ancestrais mais nobres e dos antigos guerreiros e imperadores. 
Trata-se de um lugar com personalidade própria, que acompanha a vida dos humanos e os abençoa ou se irrita com eles  é um território, mas também um dos deuses mais poderosos.


Budismo
Há dezenas de paraísos e todos diferentes uns dos outros, mas todos fazem parte de uma mesma realidade, existe o paraísos para os guerreiros, para os reis, para os ferreiros, tecelões, etc. Cada paraíso será correspondente ao que o indivíduo foi na Terra. Mas existe um lugar de excelência que é chamado de Trayastrimsa, que é onde os deuses habitam e só vai para lá as pessoas muito avançadas, diferenciadas, especiais. um dia vivendo ali é o equivalente a 100 anos na terra. 
Mas o que os Budistas buscam mesmo é o Nirvana que para eles é o estado de iluminação que está muito além de qualquer tipo de céu. 

Induísmo
Depois de várias reencarnação sucessivas vem a ultima reencarnação e nessa, a alma da pessoa terá que passar por sete mundos celestiais que é chamado de Svarga, que fica acima do Monte Meru, que segundo a mitologia ele tem cinco cumes. 
Quanto mais elevado o espírito da pessoa mai alto e elevado será o mundo para onde esta irá seguir, podendo quem sabe até ser vizinho do deus Vishnu. Mas são poucos os que conseguem tal feito, pois isso exige aqui no mundo dos vivos muito altruísmo e caridade, mas aos que conseguirem, simplesmente estarão libertos do ego, ou seja, estarão livres de todo egoísmo e alter ego e por conseguinte estarão próximos do Moksha, isso é uma honraria para poucos. 
A maior parte das almas dos mortos ficam no que é chamado Swarga Loka, um ambiente de prazeres sem fim e ilimitados.

Judaísmo
Localizado acima da Terra, o Shamayim é um domo onde vivem Javé, os anjos das mais variadas categorias e todas as pessoas que viveram uma vida justa e mereceram o céu. Uma vasta tradição judaica organiza esse mundo em sete diferentes territórios, cada um governado por um arcanjo diferente – mais próximo da Terra, por exemplo, seria Araphel, espaço liderado pelo arcanjo Gabriel, onde ainda hoje viveriam Adão e Eva. A versão celestial de Jerusalém estaria em Ma’on, o quarto céu, do arcanjo Miguel. No sétimo, gerenciado pelo arcanjo Cassiel, ficaria o palácio de Deus. A literatura antiga dessa fé admite outras versões: no Segundo Livro de Enoch, uma obra apócrifa, existem dez céus diferentes, e não sete, e o inferno fica em um deles, o terceiro. 

Islamismo
Jannah ou Jardim é o paraíso dos adeptos do Islamismo, diz que é um lugar com lindos e vastos jardins, com rios que emanam leite e mel, todos os desejos são concedidos aos que estiverem lá. Neste lindo lugar, haverá jantares fantásticos que serão realizados em palácios luxuosos e dourados, beberão vinhos à vontade sem se embriagar e nem terem ressaca e ao moradores serão concedidos 80 e 72 virgens (depende da tradução, pois os números podem variar).


Campos Elísios
Na religião Grega, nos Campos Elísios, os homens virtuosos repousavam dignamente após a morte, rodeados por paisagens verdes e floridas, dançando e se divertindo noite e dia.  Neste lugar, só entram as almas dos heróis, santos, sacerdotes, poetas e deuses. As pessoas que residiam nos Campos Elísios tinham a oportunidade de regressar ao mundo dos vivos, coisa que só alguns conseguiam.
também, havia um vale por onde corria o rio Lete, o rio do esquecimento. Segundo algumas versões, seus habitantes ficavam ali por 1000 anos, até apagar-se tudo de terreno neles; depois disto, esqueciam de toda a sua vida (provavelmente bebendo do rio Lete) e reencarnavam ou realizavam metempsicose - reencarnar em animais.

Valhala
Salão dos Mortos é um majestoso e enorme salão com 504 portas, situado em Asgard, dominado pelo deus Odin, metade dos que morrem em combate são levados para Valhala após a morte pelas valquírias, estes mortos são escolhidos por Odim  a outra metade vai para os campos Folkvang da deusa Freia. 
Em Valhala, os mortos se juntam às massas daqueles que morreram em combate conhecido como Einherjar, bem como vários heróis lendários da mitologia germânica, que se preparam para ajudar Odin durante os eventos do Ragnarök


Aaru
Sekhet Aaru ou Campos dos Juncos é o  paraíso e morada dos que transpuseram o juízo de Osíris.
Apenas as almas que pesavam menos que a pluma da deusa Ma'at (a pena da verdade) foram autorizados a iniciar uma longa e perigosa jornada para Aaru, onde existiria no prazer por toda a eternidade. Os antigos egípcios acreditavam que a alma residia no coração, e aqueles cujo coração não corresponde ao peso da pluma de Ma'at, devido aos seus pecados, foram excluídos do Aaru

Sete Céus
Em religiões como Hermetismo (Ocultismo Maçônico Satânico Illuminati), Gnosticismo, Judaísmo e Islamismo, existe uma tradição de que o universo pode ser categorizado em Sete Céus ou Reinos. O número sete simbolicamente representa a completude perfeita em referências bíblicas, como nos sete dias da semana, os sete olhos e chifres do Cordeiro de Deus no Apocalipse, a sétima geração de Adão, Lamech, que era completamente perverso e Enoque que andou com Deus. 



quinta-feira, 29 de março de 2018

SEXTA FEIRA 13


É considerado o dia de azar, por se tratar de um número irregular é por muitos supersticiosos como um número de infortúnio, as justificativas  é que foi em uma sexta feira que Jesus Cristo foi assassinado, segundo a tradição judaica o grande dilúvio aconteceu na sexta-feira, alegam que somando o dia da semana de azar que é sexta com o número de azar 13 tem-se pela tradição, o mais azarado dos dias.
Na psicologia tem até um estudo sobre esse dia, há até matéria a respeito que se chama Triscaidecafobia que é o medo irracional e incomum do número 13. O medo específico da sexta-feira 13  é chamado de parascavedecatriafobia ou frigatriscaidecafobia. 
Não há evidências históricas ou arqueológicas de que o número 13 seja considerado como número de azar pelos povos antigos, ao contrário que muitos imaginam, o 13 é considerado como um augúrio de sorte e até sagrado. 

A origem desse fenômeno se dá por causa de um acontecimento que ocorreu na França, no dia 13 de Outubro de 1307 sexta-feira, o Rei Felipe IV conhecido como Felipe o Belo prende os Cavaleiros Templários pondo  fim a uma Ordem de Monges Soldados de mais de dois séculos, que se tornou famosa na Terra Santa e que adquiriu poder e riqueza, atraindo a inveja dos feudais e a cobiça dos soberanos. Embora esses Padres Soldados tinham feito votos de pobreza. 
A derrocada dos Templários começa com a fatídica última cruzada que acabou com a morte trágica do rei Luis em Tunis em 1270 e desde então, as últimas possessões francas na Terra Santa caem definitivamente nas mãos dos muçulmanos. Também  o rei Filipe IV o Belo tentou se filiar à ordem sem obter o esperado sucesso, sem contar que os Cavaleiros do Templo tinham uma riqueza sem precedentes, eram os maiores banqueiros da Europa e um dos maiores banqueiros do mundo, os Padres Soldados só obedeciam ao Papa e não se sujeitavam ao Rei, sem contar com tais acusações de heresia e sodomia como outras. 
Foram presos, torturados e interrogados, durante o processo, o rei tentou impedir o depoimento de alguns dirigentes templários que poderiam influenciar na tomada de uma decisão em seu favor. Apesar de toda pressão real, o papa Clemente V e os demais cardeais que apreciaram o caso decidiram absolver completamente os templários de qualquer tipo de acusação.
Os templários foram acusados de cuspir na cruz no ato de iniciação, para um religioso católico que tem a cruz como um símbolo sagrado (que é idolatria segundo a Bíblia) isso é uma ignomínia, uma blasfêmia, e era também para os Templários, mas segundo estes, isso era feito para fortalecer a lealdade militar caso um soldado fosse pego pelos inimigos. 
O Papa Clemente V não poderia fazer muita coisa, pois estava se curando de uma doença estomacal/intestinal em que o tratamento exigiria remédios a base de laxantes e purgantes, os bens dos Templários foram confiscados e o próprio Papa era um homem fraco, sem iniciativa e desmoralizado pelo Rei.
Sem saída política, os Cavaleiros da Ordem do Templo foram executados,  Jacques de Molay, grão-mestre dos templários, foi levado à fogueira em uma pequena ilha do rio Sena. Segundo o relato de um escritor da época, antes de morrer Molay profetizou que Filipe IV e Clemente V seriam julgados por Deus pela injustiça que haviam cometido. Poucas semanas depois, o rei da França e o Papa faleceram. Tal coincidência, ainda hoje, nutre os mitos que falam sobre os segredos e mistérios da Ordem dos Templários.